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Transporte Aquaviário

Maersk lidera em confiabilidade de horários para 2025

O estudo mostra a Maersk com 56% de chegadas no horário previsto e a Hapag-Lloyd vem a seguir com 52%

10/02/2026 09h15

Foto: Divulgação

De acordo com a análise anual de confiabilidade de horários da Xeneta para 2025, a Maersk lidera o desempenho geral com 56% de chegadas no horário e um atraso médio de 2,0 dias, seguida pela Hapag-Lloyd com 52% e um atraso de 3,0 dias. Mais abaixo na lista estão a ZIM (36%), a Cosco (35%) e a CMA CGM (33%). Na parte inferior da lista estão a ONE (26%), a MSC (25%) e a HMM (15%), esta última com o maior atraso médio, de 8,5 dias.

Um aspecto fundamental da análise é o efeito das alianças. A Maersk e a Hapag-Lloyd, operando sob a aliança Gemini Cooperation, alcançaram um índice de pontualidade combinado de 81%, significativamente superior ao seu desempenho individual, sugerindo que essa estrutura otimiza a confiabilidade de seus serviços. Em contrapartida, os membros de outras alianças apresentam resultados mistos: enquanto a Cosco (35%) e a CMA CGM (33%) superam a média de suas respectivas alianças, a HMM (15%) fica aquém do desempenho geral de sua aliança.

O estudo também destaca como as companhias de navegação parceiras podem apresentar diferenças operacionais significativas. Um exemplo é a MSC, com 25% de chegadas no horário previsto e um atraso médio de quase cinco dias, em comparação com sua parceira transatlântica ZIM, que está entre as três melhores, com 36% de pontualidade.

Confiabilidade média das linhas de navegação no Extremo Oriente – Europa, 2025

  • Maersk (58% de chegadas no horário, atraso de -1,7 dias)
  • Hapag-Lloyd (51%, -4,3 dias)
  • Linha Wan Hai (39%, -2,8 dias)
  • Cosco Shipping Lines (33%, -3,8 dias)
  • Serviços Integrados de Envio do Zimbábue (25%, -3,5 dias)
  • Linhas Yang Ming (18%, -5,6 dias)
  • CMA CGM (16%, -4,8 dias)
  • MSC (16%, -5,9 dias)
  • Linha Evergreen (12%, -6,0 dias)
  • Ocean Network Express (10%, -11,0 dias)
  • HMM (5%, -15,2 dias)

O desempenho na rota Extremo Oriente-Europa durante 2025 é particularmente relevante, pois a maioria dos serviços teve que contornar o Cabo da Boa Esperança devido à situação no Mar Vermelho. Nesse contexto, a Maersk (58%) e a Hapag-Lloyd (51%) mantiveram os níveis de confiabilidade mais elevados, refletindo estratégias operacionais mais conservadoras e orientadas para a previsibilidade.

A análise conclui que, diante da queda na confiabilidade das rotas, os proprietários de cargas devem observar o comportamento das companhias de navegação em seus portos parceiros antes de modificar as decisões de contratação, priorizando os serviços em que a companhia opera diretamente os navios e mantendo alternativas operacionais diante de cenários instáveis.

Vale destacar que a análise anual de confiabilidade de cronogramas da Xeneta para 2025 examina o desempenho de pontualidade das principais linhas de navegação do mundo, considerando rotas, alianças e o impacto dos riscos relacionados ao Mar Vermelho. A avaliação abrange mais de 200 operadores e mais de 25.000 pares de portos, permitindo uma visão mais precisa do desempenho das linhas em cenários operacionais complexos e em constante mudança.

Fonte: Mundo Marítimo