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Transporte Terrestre

BYD lança sedã elétrico de luxo: Yangwang U7

Nova bateria de 150 kWh reduz consumo e coloca o modelo entre os elétricos mais eficientes do mundo

01/02/2026 11h28

Foto: BYD - Divulgação

A BYD acaba de subir o nível da disputa no segmento de sedãs elétricos de luxo. O Yangwang U7, modelo topo de linha da marca premium do grupo chinês, passou a oferecer mais de 1.000 km de autonomia declarada, graças a uma nova bateria de 150 kWh e a um sistema de propulsão mais eficiente - números que o colocam diretamente no radar de rivais como BMW i7, Mercedes-Benz EQS e até o americano Lucid Air.

Ainda longe do nosso mercado, o Yangwang U7 é um daqueles carros que existem para servir como vitrine tecnológica. Com 5,26 metros de comprimento, quase 2 metros de largura, 3,16 metros de entre-eixos e mais de 3 toneladas, o sedã é o maior e mais sofisticado elétrico já produzido pela BYD.

Lançado na China em 2025, o modelo com pouquíssimo tempo de mercado recebe sua primeira grande atualização técnica. A principal mudança está na nova bateria LFP (lítio-ferro-fosfato) de 150 kWh, que eleva a autonomia homologada para 1.006 km no ciclo chinês CLTC, contra 720 km do modelo anterior com bateria de 135,5 kWh.

Mais impressionante do que o alcance em si é o consumo declarado: 17,7 kWh/100 km, cerca de 10% menor que antes (19,7 kWh/100 km), mesmo com o carro ficando aproximadamente 100 kg mais pesado. Para efeito de comparação, esse consumo é próximo ao de elétricos médios vendidos no Brasil - mas em um sedã de luxo com quatro motores e mais de cinco metros de comprimento.

Como sempre, vale a ressalva: o ciclo CLTC é mais otimista que o WLTP europeu e o Inmetro brasileiro. Ainda assim, mesmo aplicando uma conversão conservadora, o U7 seguiria facilmente acima dos 800 km reais em padrão internacional, algo inédito para um carro desse porte.

Na versão principal, o U7 mantém o conjunto de quatro motores elétricos com potência combinada de 960 kW (1.305 cv), suficiente para acelerar de 0 a 100 km/h em 2,9 segundos. Há também uma nova opção mais potente, com 1.000 kW (1.360 cv), mas que "reduz" a autonomia para 860 km CLTC.

Além do elétrico puro, o modelo também existe em versão híbrida plug-in, com motor 2.0 a gasolina e quatro motores elétricos. Nesse caso, a bateria de 52,4 kWh permite cerca de 200 km em modo elétrico, enquanto a autonomia total combinada chega a 1.000 km.

No pacote tecnológico, o U7 adota o sistema de condução assistida mais avançado da BYD, o God’s Eye A, com três sensores LiDAR e uma extensa rede de câmeras e radares. No chassi, há ainda eixo traseiro direcional, suspensão inteligente DiSus-Z e um curioso sistema que permite rodar com apenas três rodas após um furo de pneu, a até 80 km/h por 30 km.

Na China, o Yangwang U7 parte de 628.000 yuans, algo em torno de R$ 470 mil em conversão direta, e chega a cerca de 708.000 yuans nas versões mais caras. Não há qualquer previsão oficial de venda fora do mercado chinês, mas o modelo já funciona como um recado claro: a BYD não quer apenas dominar volume - quer disputar prestígio tecnológico no topo da pirâmide com as marcas premium europeias. 

Para o mercado brasileiro, o U7 não é um produto viável no curto prazo. Mas o que ele representa é relevante: se hoje a BYD consegue entregar eficiência energética desse nível em um sedã de luxo de três toneladas, a tendência é que parte dessa tecnologia escorra, nos próximos anos, para modelos mais acessíveis - inclusive os vendidos por aqui.