26/03/2026 08h24
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Depois de um período de forte valorização, o ouro registrou uma queda nesta semana, ficando abaixo dos US$ 5 mil a onça-troy, segundo a Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex). O metal chegou a bater US$ 5,5 mil a onça troy, com ETFs atrelados ao ouro acumulando alta de cerca de 40% em 12 meses.
Bernardo Pascowitch, apresentador da Resenha do Dinheiro, avalia que a alta intensa mudou o comportamento dos compradores em relação ao ativo, o que afastou os investidores institucionais a buscar outras formas de proteger patrimônio.
“Quem buscava proteção começou a enxergar mais risco e isso ajudou a pressionar os preços”, explica Bernardo.
Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Research e especialista em renda fixa, observa que o ouro vinha subindo mesmo em um ambiente de política monetária restritiva.
“Tradicionalmente, tende a se valorizar em cenários de juros baixos, o que não foi o que aconteceu recentemente. Tivemos juros altos nos Estados Unidos e no resto do mundo e, ainda assim, o metal subiu, impulsionado pela compra de bancos centrais após o tarifaço implementado por Trump. Foi um movimento na contramão do esperado”, afirma.
A valorização foi sustentada, explica Marília, pela demanda de bancos centrais, que reforçaram a reserva do metal diante de incertezas geopolíticas e comerciais globais impulsionadas pelos EUA.
Fonte: CNN