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Logística

RN inicia dragagem de porto para reconquistar cargas

Obras de R$ 60 milhões no Porto de Natal iniciam dragagem do canal após 15 anos sem intervenção

27/04/2026 07h29

Foto: Sandro Menezes - Governo RN

Com 74% da produção do Rio Grande do Norte escoada pelos portos de Suape (PE) e Pecém (CE), segundo estudo da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), o Porto de Natal iniciou as obras de dragagem do canal de acesso, com investimento de R$ 60 milhões para elevar a profundidade para 12 metros e permitir a atracação de navios de maior porte.

Os recursos integram o pacote do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-3), que prevê investimentos totais superiores a R$ 130 milhões na infraestrutura do terminal potiguar.

A obra será executada em duas etapas. A primeira abrange a dragagem de manutenção de 4 milhas náuticas do canal (7,2 km) com prazo inicial de 120 dias. A segunda etapa compreende a readequação da bacia de evolução, área de manobra das embarcações, sem prazo definido por depender de condicionantes ambientais.

O investimento estimado para o conjunto das obras é de R$ 54,5 milhões, com previsão de conclusão ainda em 2026. A última dragagem do canal de acesso havia sido realizada em 2009 e a operação noturna do porto está suspensa desde 2012 por falta de defensas na Ponte Newton Navarro.

O escopo do PAC-3 no porto vai além da dragagem. As demais intervenções incluem a implantação de defensas de proteção nos pilares centrais da Ponte Newton Navarro, a recuperação das defensas do cais, a reforma de armazéns e galpões e a instalação de sistema fotovoltaico.

“Estamos resgatando esse importante vetor de desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Embora as obras só se completem neste ano, a gente já consegue resgatar toda a exportação de frutas e estamos preparando o porto para ampliar os negócios, como minério de ferro e cargas vivas”, afirmou Paulo Henrique Macedo, diretor-presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern).

Cargas, novos terminais e diversificação

Em 2025, a Gerência de Planejamento da Codern registrou crescimento de 21,23% na movimentação de cargas em comparação com o ano anterior, alcançando 494,9 mil toneladas, ante 408,2 mil toneladas em 2024. Em leilão realizado em fevereiro de 2026, na B3, em São Paulo, o Pátio Norte (NAT01) do porto foi arrematado pela Fomento do Brasil Mineração, ligada ao grupo indiano Fomento Resources, com outorga de R$ 50 mil e previsão de investimentos de R$ 55,17 milhões ao longo de 15 anos de concessão. O terminal será usado especialmente para o escoamento de minério de ferro, com operações previstas para o segundo semestre de 2028.

No Pátio Sul, um acordo de transição foi assinado com a Top Link, braço logístico da Agrícola Famosa, maior exportadora de melão e melancia do país, com previsão de aportes de até R$ 3 milhões em um ano e cessão do espaço por 25 anos. A safra 2025/2026 de exportação de frutas tem expectativa de movimentar 300 mil toneladas, quase o triplo das 131,5 mil toneladas exportadas na safra anterior.