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Economia

Renda fixa segue como protagonista em 2026

Juros mais baixos e cenário político prometem volatilidade

12/01/2026 14h23

Foto: Divulgação

O ano de 2026 guarda a promessa de juros mais baixos, inflação controlada e volatilidade em meio à corrida pela Presidência - fatores que podem impor cautela ao investidor brasileiro. Mas, se posicionada de forma estratégica, a carteira pode combinar segurança e rentabilidade, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.

“Será um ano de transição, marcado pela busca de equilíbrio entre captura de oportunidades e gestão de riscos”, resume a equipe de analistas da XP no relatório “Onde Investir em 2026”.

A renda fixa continuará sendo o carro-chefe dos investimentos. Mesmo com a previsão de juros mais baixos, a modalidade pós-fixada -que acompanha a variação da Selic ou do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), seu equivalente no mercado privado- continua tendo parte relevante nas carteiras, ainda que menor do que em 2025.

Segundo os analistas da XP, é possível aproveitar o rendimento acumulado da Selic até o vencimento dos contratos. “Essa classe continua sendo um pilar defensivo dos portfólios, principalmente os de menor volatilidade”, afirmam.

A taxa Selic, hoje em 15% ao ano, deve ter o ciclo de cortes iniciado ainda neste primeiro trimestre. Algumas corretoras apostam que a redução inicial será na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), entre 27 e 28 de janeiro; outras, no encontro de março. A expectativa é que a taxa encerre 2026 em torno de 12%, um patamar que ainda mantém o Brasil como “o país da renda fixa”, afirma Carla Beni, economista e professora da FGV.

“Mesmo que haja uma queda da Selic, a inflação também está projetada em níveis baixos, em torno de 3,8% e 4%. Isso garante a segurança e o ganho real, mesmo que um pouco menor”, diz Beni.

Para quem procura taxas elevadas no longo prazo, o conselho é aproveitar os prefixados rodando em torno de 13% ao ano. É preciso, porém, que o investidor tenha tolerância à marcação ao mercado, isto é, quando a oscilação do CDI ora ultrapassa, ora fica abaixo da taxa fixa durante o prazo contratado. Essa dinâmica pode causar desconforto em quem é mais conservador, e a dica é levar o investimento até o fim do prazo para não sofrer prejuízo com retiradas antecipadas.

Simulações de retorno na renda fixa em 2026

  • Valor investido: R$ 1.000
  • Investimento – Valor Líquido – Rentabilidade líquida real após um ano
  • CDB 1 ano 104% do CDI – R$ 1.118,23 – 7,47
  • CDB 1 ano IPCA + 9% a.a. – R$ 1.110,67 – 6,35
  • CDB 1 ano pré-fixado 14,2% a.a. – R$ 1.117,15 – 7,37
  • CDB 101,5% do CDI – R$ 1.115,39 – 6,95
  • CDB 99,0% do CDI – R$ 1.112,55 – 6,92
  • CDI – R$ 1.113,69 – 7,03
  • LCI/LCA 1 ano incentivada 91,0% CDI – R$ 1.118,65 – 7,47
  • Poupança – R$ 1.082,80 – 4,07
  • Tesouro IPCA+ 2029 7,98% – R$ 1.097,62 – 5,49
  • Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2035 7,48% – R$ 1.101,57 – 7,37
  • Tesouro prefixado 2028 13,16% – R$ 1.108,57 – 6,54
  • Tesouro prefixado com juros semestrais 2035 13,78% – R$ 1.118,57 – 7,03
  • Tesouro Selic 2028 (Selic + 0,05%) – R$ 1.112,78 – 6,95
  • Premissas para 1 ano:
  • Selic = 13,88%
  • CDI = 13,78%
  • Inflação = 4,05%
  • TR = 2,11%
  • Poupança = 8,28%

Fonte: C6