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Transporte Aquaviário

Quatro companhias europeias dominam rotas Europa-América do Sul

A MSC, Maersk, CMA CGM e Hapag-Lloyd juntas representam 93,3% de toda a capacidade utilizada

22/05/2026 09h43

Foto: Divulgação

As rotas de transporte marítimo de contêineres entre a Europa e as costas leste e oeste da América do Sul continuam sendo dominadas por companhias de navegação europeias. De acordo com uma análise da Alphaliner, baseada em dados de abril, MSC, Maersk, CMA CGM e Hapag-Lloyd juntas representam 93,3% de toda a capacidade utilizada entre a Europa e a costa sul-americana.

O relatório observa que apenas duas empresas de transporte marítimo asiáticas, a Cosco Shipping e a Ocean Network Express (ONE), participam nessas rotas, com uma participação combinada de apenas 6,2%, enquanto os restantes 0,5% correspondem a operadores de nicho.

No total, 99 navios porta-contentores operaram entre a Europa e as costas leste e oeste da América do Sul durante o mês de abril, totalizando uma capacidade de 710.530 TEUs, o equivalente a 2,1% da frota mundial de navios porta-contentores.

A rota Europa-Costa Leste da América do Sul (ECSA) contava com 49 navios e uma capacidade total de 369.573 TEUs, ligeiramente superior à rota Costa Oeste da América do Sul (WCSA), que tinha 50 navios com 340.957 TEUs. O tamanho médio dos navios na ECSA era de 7.542 TEUs, em comparação com 6.819 TEUs na WCSA.

A Alphaliner destaca que a MSC “agora é líder em ambas as rotas”. Na rota Europa-ECSA, a companhia de navegação sediada em Genebra alcançou uma participação de mercado de 34,8% após aumentar sua capacidade em 4,1% em relação ao ano anterior.

Este avanço permitiu à MSC ultrapassar a Maersk, que reduziu a sua capacidade na rota em 13% em relação ao ano anterior, após transferir vários navios da classe “Cap San”, com capacidade para 10.589 TEUs, para a rota Ásia-América Latina. Esses navios foram substituídos por navios da classe “L”, com capacidade para 8.850 TEUs, atualmente em operação no serviço “Samba”.

Apesar disso, a Maersk mantém uma posição significativa com uma quota de mercado de 31,9%. A Alphaliner explica que “o número de serviços na rota é limitado”, dado que a CMA CGM opera em parceria com a Maersk, enquanto a Hapag-Lloyd contribui com navios para dois serviços conjuntos com a MSC.

Entretanto, a ONE e a Cosco operam em conjunto entre o Norte da Europa e a ECSA. A ausência temporária de um dos nove navios em serviço durante o mês de abril resultou numa queda de 19,2% na capacidade da Cosco em comparação com o ano anterior. Contudo, a subsequente entrada em operação do navio “Xin Chong Qing”, com capacidade para 4.051 TEUs, permitiu que o serviço recuperasse os níveis de capacidade observados em abril de 2025.

A análise também indica que, após a saída da SeaLead da rota ECSA, restam apenas duas operadoras de nicho: a russa M-Line e a francesa Marfret. Esta última opera um serviço para o norte do Brasil com paradas em Vila do Conde e Fortaleza, em parceria com a CMA CGM.

Na rota Europa-África Ocidental e Central (WCSA) , a MSC também lidera o mercado com uma participação de 41,8% de toda a capacidade implantada. A companhia de navegação aumentou significativamente sua capacidade nos últimos doze meses, com um crescimento de 39,3%, graças à adição de cinco novos navios de 11.400 TEUs.

Seu serviço independente entre o norte da Europa e a África Ocidental e Central opera atualmente com dez navios, com capacidade entre 11.400 e 12.100 TEUs.

A Hapag-Lloyd ocupa o segundo lugar nesta rota com uma quota de mercado de 25,8%, seguida pela Maersk com 20,1% e pela CMA CGM com 9,6%. A Cosco, por sua vez, mantém uma presença marginal de 2,7%, contribuindo com apenas um navio num serviço conjunto com a Hapag-Lloyd e a CMA CGM.

A Alphaliner esclareceu que a análise considera exclusivamente serviços de navios porta-contentores dedicados entre a Europa e a América do Sul, excluindo rotas que incluem transbordos via Panamá ou hubs do Caribe, bem como serviços operados com embarcações que não sejam navios porta-contentores ou navios frigoríficos.

Fonte: Mundo Marítimo