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Gestão

Para conter rombo, Correios vão leiloar 34 imóveis

Entre os imóveis, o maior destaque é o centro logístico na Vila Leopoldina, em São Paulo, que tem lance inicial de R$ 158,9 mi

16/05/2026 10h50

Centro logístico na Vila Leopoldina - SP - Foto: Correios - Divulgação

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT) promove três leilões nos próximos dias 27 e 28 de maio de imóveis localizados em 14 estados e no Distrito Federal. Ao todo, são 34 unidades que serão leiloadas no final do mês, como terrenos, galpões e prédios comerciais que atualmente estão desocupados ou operam com baixa utilização. Entre os imóveis, o maior destaque é o centro logístico na Vila Leopoldina, em São Paulo, que tem lance inicial de R$ 158,9 milhões no site oficial.

Os preços de todos os lances iniciais estão disponíveis no site da plataforma VIP Leilões, que cuida do processo. No Distrito Federal, os Correios vão leiloar um terreno de 73,8 mil m² localizado no Guará I, próximo a uma estação de metrô e de equipamentos públicos e militares. O valor inicial para esse lance é de R$ 156 milhões. Além do DF e de São Paulo, há outras unidades sendo benditas em Mato Grosso, Pará, Maranhão, Pernambuco, Ceará, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraná, Rondônia, Bahia, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Goiás.

Os valores iniciais variam entre R$ 60 mil e R$ 160 milhões. De acordo com as regras do leilão, o processo ocorre em mais de uma etapa. Inicialmente, os imóveis são oferecidos pelo valor inicial. Em caso de não haver interessados, o leilão passa automaticamente para novas rodadas com preços menores, até atingir o valor mínimo aceito pelos Correios. Ganha a disputa, consequentemente, quem apresentar o maior preço no final do período estabelecido.

A venda dos imóveis em desuso é uma das medidas adotadas pela companhia para atrair recursos em meio à crise que afeta as operações da empresa. No ano passado, os Correios registraram um prejuízo de R$ 8,5 bilhões, o que fez com que a empresa agilizasse para adotar medidas para recuperar o rombo que impacta diretamente a saúde financeira da companhia. De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o rombo pode chegar a R$ 10 milhões em 2026, a depender do andamento do plano de reestruturação da estatal. 

Outros serviços

Nesta semana, o governo federal autorizou os Correios a comercializarem "serviços postais financeiros", como de seguros, de bônus e de títulos financeiros em geral, o que inclui os títulos de capitalização. Essa é uma outra estratégia implementada pela empresa para elevar as receitas a curto e médio prazo e deve contar com a parceria de instituições financeiras, como bancos, para ofertar esses serviços.

A portaria publicada pelo Ministério das Comunicações permite aos Correios ofertarem a venda ou intermediação de seguros, como automóvel, vida, residencial, viagem, além bônus promocionais, cupons, vale-benefícios, certificados, consórcios, aplicações, créditos, e títulos de capitalização, vendidos por bancos e seguradoras.

A autorização concedida aos Correios também vale para que a empresa opere no mercado de telefonia celular por meio de parcerias comerciais, como uma operadora virtual e com base nas regras da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Além disso, a portaria também permite à empresa atuar em serviços de logística, o que inclui gestão de compras, recebimento de mercadorias, armazenagem, movimentação e separação de cargas, por exemplo.