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Logística

MovimentAI mira zona cega da logística entre o pedido e a entrega

As falhas na logística resultam no maior desperdício do transporte de cargas, de acordo com a logtech

13/01/2026 11h06

Foto: Divulgação

No transporte de cargas, há um trecho da operação que pode ser considerado a grande zona cega da logística brasileira: o intervalo entre o pedido confirmado e a entrega efetiva da mercadoria. Para a MovimentAI, logtech brasileira especializada na automação e orquestração do transporte terceirizado, é nesse ponto que decisões ainda são tomadas manualmente, a previsibilidade e baixa e falhas de comunicação impactam diretamente custos, prazos e nível de serviço.

A empresa defendeu que o maior desperdício da logística não está no frete em si, mas no que acontece exatamente no trecho. Nesse intervalo — marcado por negociação manual, ausência de motoristas e improviso operacional —, a margem se perde e os gargalos se acumulam.

Para reduzir falhas recorrentes em operações com frota agregada, como no-shows no carregamento, renegociações emergenciais de frete e excesso de gestão manual, a MovimentAI integra comunicação, oferta de frete e execução em um único fluxo digital.

Logística terceirizada

Na prática, quando a frota é terceirizada, a complexidade operacional cresce rapidamente: a oferta de frete vira negociação manual, o carregamento se transforma em gargalo e a operação perde controle justamente onde a margem é mais sensível.

Nesse cenário, os no-shows chegam a impactar até 11% das cargas, gerando atrasos, falhas de planejamento, superlotação das docas e carga parada no pátio. Além disso, cerca de 40% do tempo das equipes logísticas é consumido mensalmente na negociação com transportadoras e motoristas e na resolução de ausências e remarcações emergenciais.

“Os TMS atuais tratam o agregado como frota interna. Na prática, isso ignora a complexidade da terceirização, onde disponibilidade e decisão do motorista mudam o tempo todo”, explicou o CPTO & Founder da MovimentAI, Claudio Sampaio.

Escassez de motoristas

Além da ineficiência operacional, o setor enfrenta um problema ainda mais profundo: a dificuldade de atrair e reter novos motoristas. O Brasil perdeu cerca de 1,2 milhão de motoristas de caminhão na última década, segundo dados da Senatran analisados por entidades do setor.

Para Sampaio, esse desafio exige uma mudança de narrativa. “Precisamos tornar a logística mais atrativa para os mais jovens e tirar o estigma de que é um trabalho ruim. A digitalização e a tecnologia têm um papel fundamental nesse processo”, acrescentou.

Nesse cenário, a MovimentAI surge com a proposta de tornar a operação mais previsível, transparente e justa para o motorista, usando tecnologia, comunicação simples e mecanismos de engajamento para criar um ambiente com mais autonomia, clareza e reconhecimento.

A MovimentAI destacou que não substitui o TMS, mas atua sobre ele. Enquanto o TMS executa processos planejados, a logtech decide em tempo real como a operação deve reagir à realidade da frota terceirizada.

É justamente nessa zona cega da logística que a plataforma opera, onde os sistemas tradicionais perdem eficiência. Para o CEO & founder da MovimentAI, Sérgio Simões, essa separação é fundamental para destravar eficiência e margem.

“O TMS executa o plano. O problema é que a realidade raramente segue o plano. A MovimentAI existe para decidir o que fazer quando a operação foge do script, e isso acontece todos os dias na frota terceirizada”, complementou.