16/03/2026 14h44
Gilberto Waller Júnior, presidente do INSS - Foto: Antônio Cruz - Agência Brasil
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vem registrando redução no número de pedidos em análise e a fila voltou a ficar abaixo de 3 milhões em todo o país. Atualmente, o estoque é de 2,985 milhões de benefícios em análise. O resultado reflete os esforços do Instituto para agilizar a análise de requerimentos e melhorar o atendimento aos cidadãos. A redução ocorre mesmo diante de episódios de instabilidade nos sistemas.
As medidas fazem parte do programa de enfrentamento da fila, que vem sendo implementado em diferentes frentes para dar maior celeridade à análise dos pedidos.
Ações para redução da fila
No fim de 2025, o INSS também criou um Comitê Estratégico para monitorar o estoque de processos e propor soluções quinzenais para os desafios operacionais.
Outra medida adotada foi a fila nacional, que permite que a análise dos benefícios não fique restrita à localidade do segurado. Com isso, servidores de diferentes regiões podem atuar em processos de áreas com maior demanda, contribuindo para reduzir o tempo de espera dos cidadãos.
Monitoramento permanente
De acordo com o presidente do INSS, Gilberto Waller, “o objetivo é manter a trajetória de queda na fila e garantir maior agilidade na resposta aos segurados. O monitoramento permanente dos requerimentos permite identificar gargalos e direcionar esforços para as áreas com maior demanda”.
Os resultados das medidas implementadas já se refletem nos indicadores de monitoramento do Instituto. Excetuando os benefícios por incapacidade, em fevereiro, o INSS atingiu um índice de absorção da demanda de 108,57%, o que significa que o órgão concluiu mais processos do que o volume de novos protocolos recebidos no período. O desempenho marcou a maior quantidade de processos concluídos dos últimos 18 meses, com a entrega de 674.195 requerimentos de Reconhecimento Inicial de Direito (RID). Além disso, houve redução no tempo de espera para o início e para a conclusão das análises, confirmando que a descentralização por meio da fila nacional e a atuação dos grupos de trabalho conferem maior fluidez ao represamento histórico.