17/03/2026 09h13
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O total de cargas ligadas ao agronegócio transportadas por ferrovias no país cresceu no decorrer do ano passado, impulsionado pelo desempenho da safra de grãos, que bateu novo recorde em 2025. Foram escoadas 555,48 milhões de toneladas úteis pelos trilhos que cortam o país, número que representa um crescimento de 2,57% em relação ao ano anterior e consolida o terceiro ano consecutivo de recordes na movimentação ferroviária nacional.
No corredor norte da área de atuação da VLI, houve crescimento de cerca de 10% no volume de soja transportado em 2025, com a movimentação de 9 bilhões de TKUs (toneladas por quilômetro útil, medida que leva em conta volume e distância percorrida) —ante as 8,2 bilhões de TKUs de 2024. Já na Rumo, o movimento de produtos agroindustriais em seus trens teve crescimento de 5,4% no ano passado, em comparação com o ano anterior.
Segundo a VLI, desde 2020 o crescimento no corredor ferroviário que usa trens de até 240 vagões, liga Maranhão e Tocantins e recebe cargas do Matopiba já chega a 67%.
A agropecuária, sob impacto da safra recorde de grãos, fechou o acumulado de 2025 com crescimento de 11,7% no Brasil, apontam dados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A produção mais que dobrou em um período de 13 anos, de acordo com o IBGE, saltando de 162 milhões de toneladas em 2012 para o patamar recorde de 346,1 milhões de toneladas, no ano passado.
Considerando todas as commodities transportadas no corredor da VLI —combustíveis, celulose, milho, farelos de milho e de soja e ferro gusa—, entre 2015 e 2024 houve aumento de cerca de 150% no volume transportado, de 5,8 bilhões de TKUs para 14,4 bilhões.
De acordo com a Rumo, foram transportadas 84,2 milhões de TKUs no ano passado, 5,4% a mais em produtos agroindustriais que no ano anterior.
A empresa afirmou, em seu relatório de sustentabilidade, que a utilização de trens maiores, com 135 vagões, ante os 120 utilizados anteriormente, e a ampliação da capacidade de carga por vagão geraram ganhos de eficiência energética e capacidade operacional.
Fonte: Folha de S.Paulo