Utilizamos cookies de terceiros para fins analíticos e para lhe mostrar publicidade personalizada com base num perfil elaborado a partir dos seus hábitos de navegação. Pode obter mais informação e configurar suas preferências AQUI.

Logística

Devoluções mudam estratégia logística do varejo global, diz DHL

Relatório de Tendências da DHL eCommerce revelou que as devoluções deixaram de ser apenas um custo administrativo

29/01/2026 10h10

Foto: DHL - Divulgação

Quase 80% dos compradores on-line abandonarão uma compra se a política de devoluções não atender as expectativas. O dado, revelado pelo Relatório de Tendências da DHL eCommerce, mostra como as devoluções deixaram de ser apenas um custo administrativo para se tornarem um diferencial estratégico para a experiência de compra e para o varejo global.

Embora as empresas culpem frequentemente os “danos no transporte”, os compradores apontam de forma consistente que as verdadeiras causas da onda de devoluções são tamanhos incorretos (54%) e baixa qualidade do produto (55%). Esse movimento gera um aumento de custos para o setor.

Por exemplo, nos Estados Unidos, a National Retail Federation (NRF) estima que as devoluções do varejo atingiram US$ 890 bilhões em 2024, o que está impulsionando uma reavaliação da resiliência da cadeia de suprimentos por parte de muitos varejistas.

A América Latina não fica atrás: o comércio eletrônico na região alcançou aproximadamente US$ 162,24 bilhões em 2024 e, segundo a Deloitte, a taxa de devoluções pode variar entre 20% e 40%, dependendo da temporada. Isso representa um valor potencial de devoluções que pode variar entre US$ 32,4 bilhões e US$ 64,9 bilhões por ano.

Com base no Relatório de Tendências de E-Commerce 2025 da DHL e em dados operacionais recentes, os ‘vencedores’ do comércio global já não são aqueles que tentam eliminar as devoluções, mas sim os que dominam o ciclo de valor. Por isso, essa abordagem é um pilar fundamental da Estratégia 2030 da DHL, que aproveita a rede global do grupo e diversas capacidades para oferecer soluções logísticas de e-commerce completas, eficientes e sustentáveis em um mercado digital em crescimento.

Como as devoluções fazem parte desse processo e hoje são uma demanda inevitável do consumidor, o foco do setor se deslocou para quem consegue gerenciá-las de forma mais eficiente e sustentável.

A DHL enfrenta esse desafio por meio de um compromisso com operações mais sustentáveis, utilizando 42 mil veículos elétricos ao nível global e uma ampla rede de aproximadamente 170 mil pontos de acesso.

Ao oferecer pontos de entrega “fora de casa”, a DHL reduz a distância física percorrida por uma devolução e maximiza a conveniência para o cliente. Esse esforço é complementado pela solução de devolução sem etiqueta da DHL, que permite aos consumidores devolver itens usando apenas um código QR, reduzindo o desperdício de papel e atendendo às expectativas de compradores nativos digitais, como a Geração Z.

Nesse cenário, o CEO da DHL eCommerce, Pablo Ciano, afirmou que as devoluções agora são uma expectativa inevitável. Para ele, os dados mostram que os consumidores buscam uma experiência ‘híbrida’: comprar on-line, mas devolver por meio de uma densa rede de lockers ou pontos de atendimento.

“Estamos respondendo a essa demanda com cerca de 170 mil pontos de acesso em toda a Europa e soluções digitais como as devoluções sem etiqueta, preferidas por 32% dos compradores da Geração Z. Isso não apenas agrega conveniência, como também contribui diretamente para o nosso objetivo de reduzir as distâncias de transporte”, destacou o executivo.