27/03/2026 07h55
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A Brado Logística encerrou 2025 com receita líquida de R$ 790 milhões, um crescimento de 16% em relação a 2024, impulsionado pela expansão de cargas do agronegócio e da indústria, além da ampliação de rotas ferroviárias. No período, a empresa movimentou 119,5 mil contêineres, alta de 2,1%, e registrou Ebitda de R$ 227,6 milhões, um avanço de 32,5%, reforçando sua posição como principal operadora de contêineres na ferrovia no Brasil e responsável por 86% da movimentação ferroviária (em TKUs).
De acordo com o CEO, Luciano Johnsson, o resultado também reflete um ganho expressivo de eficiência no uso de ativos ferroviários nas operações ao longo do ano. “Conseguimos ampliar o volume transportado em rotas que já faziam parte da nossa malha e, ao mesmo tempo, incorporar novos fluxos de carga. Isso consolida a Brado como uma alternativa logística relevante para diferentes setores”, afirma.
Em 2025, diferentes segmentos se destacaram nas operações da companhia. O transporte de DDG (grãos secos de destilaria) registrou avanço expressivo de 133%, impulsionado pelo crescimento das exportações do coproduto. O segmento de defensivos agrícolas apresentou expansão de 38%, resultado direto do aumento das importações e da melhoria do nível de serviço logístico na rota entre São Paulo e Mato Grosso, corredor estratégico para o abastecimento das principais regiões produtoras. Já o setor de higiene e limpeza, beneficiado pela abertura de um novo corredor com destino ao Maranhão, cresceu 22%.
No volume total transportado pela empresa, o frango congelado lidera a movimentação das cargas, com participação de 24%. Em seguida aparecem papel e celulose (20%), e pluma de algodão e milho (ambos com 13%). O perfil das mercadorias evidencia o peso do agronegócio e da indústria de base na composição das atividades da companhia. Em relação aos destinos, 75% do volume foi direcionado ao comércio exterior, enquanto 25% circulou dentro do próprio país, atendendo o mercado interno.
Novo corredor ferroviário amplia alcance da operação
Outro marco para a companhia em 2025 foi a ativação da maior rota ferroviária do Brasil, um corredor logístico de 2,7 mil quilômetros entre São Paulo e o Maranhão, desenvolvido em parceria com as concessionárias Rumo e VLI Logística. A operação atende o fluxo de origem do sudeste para o nordeste com bens de consumo e insumos agrícolas, no sentido oposto, transporta produtos industriais.
Além dos resultados operacionais, a empresa destaca o impacto ambiental positivo do transporte ferroviário. Em 2025, as operações realizadas por seus clientes evitaram a emissão de 306,4 mil toneladas de CO², volume equivalente à emissão anual de cerca de 66,1 mil automóveis. Para compensar a mesma quantidade de carbono, seriam necessárias aproximadamente 2,1 milhões de árvores, segundo estimativas da companhia.
“O avanço da agenda de descarbonização também tem influenciado decisões logísticas. Cada vez mais as empresas consideram o impacto ambiental no desenho das suas cadeias de transporte, e a ferrovia se apresenta como uma alternativa muito competitiva nesse cenário”, conclui o CEO.