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Gestão

25% das mulheres desistem de novas vagas após a maternidade

Após a maternidade, profissionais reduzem candidaturas e desaceleram o crescimento profissional, diz Infojobs

11/05/2026 08h13

Foto: Divulgação

Uma pesquisa do Infojobs mostra que 25% das mães deixaram de se candidatar a novas oportunidades após a maternidade. Outras 13% afirmam ter desacelerado a carreira.  

Os números ajudam a dar nome a um fenômeno que já é conhecido na prática: o chamado “teto materno”, onde as mulheres que são mães acabam tendo uma trajetória ascendente muito curta dentro da empresa. 

Para Patricia Suzuki, diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs, o processo começa na percepção de risco. “A mulher passa a recalibrar suas escolhas porque entende que o mercado pode não assimilar determinados movimentos. Isso acontece antes mesmo de qualquer resposta formal”, explica.

A especialista aponta que uma forma de enfrentar esse cenário é criar políticas claras de progressão interna, programas de mentoria para mães e processos seletivos internos com incentivo ativo à candidatura feminina após a licença-maternidade.

“Empresas, por sua vez, nem sempre identificam o problema. A ausência de candidatas pode ser interpretada como falta de interesse, quando, na verdade, reflete um ambiente pouco acolhedor”, revela. Nesse ponto, benefícios concretos fazem diferença direta, como auxílio-creche, subsídio para babá, horários flexíveis, retorno gradual após a licença e apoio psicológico para mães no período de transição.

A expectativa de que a mulher seja a principal responsável pelo cuidado influencia nas escolhas das empresas e limita possibilidades. Por isso, boas práticas também incluem licença parental ampliada para ambos os responsáveis e incentivo ao compartilhamento das responsabilidades familiares.

Para Patrícia, teto materno se sustenta na cultura e nas percepções. E, justamente por isso, segue sendo uma das barreiras mais difíceis de romper. “Quando a empresa transforma apoio em estrutura e benefício real, ela reduz esse impacto e amplia o potencial de crescimento dessas profissionais”, conclui.

Fonte: IstoÉ Dinheiro