27/05/2026 09h19
Foto: Divulgação
A Zeekr alcançou a marca de 1.000 carros vendidos no Brasil pouco mais de um ano após o início oficial das operações no país. O número, registrado em maio de 2026, reforça a expansão da marca premium de veículos elétricos do Grupo Geely em um segmento ainda relativamente nichado, mas em crescimento no mercado brasileiro.
A fabricante iniciou suas atividades no Brasil no fim de 2024 apostando em um posicionamento focado em elétricos de alto padrão, com modelos de desempenho elevado e forte conteúdo tecnológico. Desde então, a empresa vem ampliando sua rede de concessionárias e presença regional.
Segundo dados divulgados pela marca, o Zeekr X é atualmente o modelo mais vendido no país, acumulando 454 unidades comercializadas até maio de 2026, considerando vendas realizadas pelas concessionárias e operações diretas. O SUV compacto elétrico aparece à frente do crossover 7X e do sedã shooting brake 001.
O 001 foi o primeiro modelo lançado pela Zeekr no Brasil e abriu caminho para a expansão da operação local. O modelo entrega até 544 cv de potência, enquanto o Zeekr X chega a 428 cv na versão mais potente. Já o recém-lançado 7X se posiciona como o produto mais forte da linha, com até 646 cv.
Além do crescimento nas vendas, a Zeekr também vem expandindo sua estrutura comercial no país. Em 2026, a fabricante firmou novas parcerias com grupos automotivos em cidades como Belo Horizonte (MG), Campinas (SP) e Brasília (DF), ampliando a capilaridade da rede.
Embora o volume ainda esteja distante de marcas de maior escala no mercado brasileiro, o resultado é relevante dentro do segmento premium elétrico, especialmente considerando o ticket elevado dos veículos e o curto período de operação da empresa no país.
A trajetória da Zeekr acontece em um momento de maior movimentação das montadoras chinesas no Brasil. Enquanto marcas como BYD e GWM ampliam presença nos segmentos de volume, fabricantes ligadas ao Grupo Geely também aceleram planos locais. A própria marca Geely prepara o fortalecimento de sua atuação no país em parceria com a Renault, enquanto outras marcas chinesas estudam expansão industrial e comercial no mercado brasileiro.