18/02/2026 09h37
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Em 2025, o transporte aéreo de passageiros na América Latina e no Caribe atingiu 477,3 milhões, registrando um aumento anual de 3,8%, o que representa 17,5 milhões de passageiros a mais em relação a 2024.
A maior parte desse crescimento (84%) concentrou-se no tráfego intrarregional, incluindo voos domésticos e internacionais dentro da região.
A oferta de voos cresceu 2%, enquanto a capacidade total, medida em assentos, aumentou 3,1%, com uma média de 160 assentos por voo, ante 158 no ano anterior.
Os principais indicadores mostram que a capacidade em assentos-quilômetro disponíveis (ASK) cresceu 4,6%, a demanda em passageiros-quilômetro transportados (RPK) subiu 4,5%, e o fator médio de ocupação foi de 83,7%. Em dezembro, o tráfego alcançou 44,3 milhões de passageiros, com crescimento de 5,4%, o segundo maior do ano, atrás apenas de abril.
Brasil, Argentina e Panamá lideraram o crescimento na região. O Brasil se firmou como o maior mercado aéreo, com 129,6 milhões de passageiros, aumento de 9,4%. Pela primeira vez, ultrapassou os 100 milhões de passageiros domésticos, e o tráfego internacional atingiu um recorde histórico de 28,4 milhões, com crescimento de 13,4%.
O turismo receptivo foi um dos principais impulsionadores, com aumento de 33,2% nas chegadas internacionais e crescimento de 29,7% no tráfego entre Brasil e Argentina.
A Argentina foi o mercado com maior crescimento percentual, 13,2%, com 33,3 milhões de passageiros no total. O tráfego internacional cresceu 18,2%, especialmente nas rotas para Brasil, República Dominicana e Colômbia, impulsionado pela maior abertura do mercado.
Panamá registrou quase 21 milhões de passageiros, crescimento de 9%, com destaque para o tráfego origem-destino entre Panamá e Estados Unidos, que subiu 8,1%, mesmo com uma ligeira queda no tráfego total entre América Latina e EUA.
O México, segundo maior mercado da região, cresceu moderadamente 2,4%, com alta de 3,3% no mercado doméstico e 1,5% no internacional. Destacam-se os aumentos nos mercados de Monterrey e Guadalajara, e o tráfego para o Canadá, enquanto a rota México-EUA apresentou leve queda.
Colômbia e Chile tiveram resultados mistos, com crescimento no mercado internacional e retração no doméstico, enquanto o Peru apresentou forte crescimento de 5,9%, beneficiado pela expansão da infraestrutura aeroportuária.
No Caribe, a República Dominicana liderou com crescimento de 3,1%, impulsionada por mais voos para Estados Unidos, Peru, México e Argentina. Já a Jamaica sofreu queda de 7,7%, afetada pelo furacão Melissa e pela redução do tráfego para os EUA.
Na América Central, Costa Rica e Guatemala cresceram, enquanto El Salvador apresentou leve queda.
Peter Cerdá, CEO da ALTA, destacou que 2025 foi um ano estável e positivo para a região, com crescimento constante que pode acelerar com a implementação de marcos regulatórios mais eficientes e condições que favoreçam a competitividade nos mercados latino-americanos.