18/07/2026 09h36
Foto: Divulgação
Apenas 2% dos armazéns alfandegados brasileiros autorizados a armazenar produtos sujeitos à vigilância sanitária alcançaram a Categoria A, classificação de menor risco sanitário estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O dado faz parte do Relatório de Inspeções em Armazéns Alfandegados 2025 e evidencia o elevado nível de exigência regulatória para operações que armazenam medicamentos, insumos farmacêuticos, produtos para saúde, cosméticos, alimentos e outras cargas reguladas.
Ao longo de 2025, a Anvisa inspecionou 60 recintos alfandegados em todo o país. Entre os 119 armazéns que possuem Autorização de Funcionamento (AFE) para armazenagem de produtos sujeitos à vigilância sanitária, 70% foram enquadrados na Categoria C, de maior risco sanitário, enquanto 28% ficaram na Categoria B. Apenas 2% atingiram a Categoria A, demonstrando que cumprir integralmente os requisitos da agência ainda representa um desafio para o setor.
A maior concentração de armazéns autorizados está na Região Sudeste, que reúne metade dos recintos do país, com destaque para São Paulo, responsável por 43 operações. A Região Sul aparece em seguida, concentrando 27% dos estabelecimentos, sendo Santa Catarina o principal polo regional, com 20 armazéns.
Durante as inspeções, a Anvisa identificou como principais não conformidades falhas relacionadas aos procedimentos operacionais, às rotinas internas e ao Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ). O relatório também aponta fragilidades no controle de temperatura e umidade em áreas destinadas ao armazenamento de produtos termolábeis, além de inconsistências na qualificação térmica de ambientes e equipamentos. Outro aspecto destacado foi a necessidade de aprimorar a gestão de desvios, as investigações e a implementação de ações corretivas para garantir a integridade dos produtos armazenados.
Certificações e processos robustos fazem a diferença
Para empresas que atuam na logística de produtos sujeitos à vigilância sanitária, atender aos requisitos exigidos pela Anvisa depende de uma combinação entre infraestrutura adequada, processos validados, rastreabilidade, monitoramento contínuo e equipes capacitadas.
A Libraport reúne esse conjunto de requisitos por meio de suas Autorizações de Funcionamento (AFEs) concedidas pela Anvisa para armazenagem de produtos sujeitos à vigilância sanitária, da Certificação de Boas Práticas de Armazenagem e da certificação internacional CEIV Pharma, da IATA, referência mundial para a logística de produtos farmacêuticos e outras cargas sensíveis à temperatura.
Segundo a farmacêutica e responsável pela área de Controle Sanitário e Regulatório da Libraport, Alessandra Pantoja, o cenário apresentado pela Anvisa demonstra que manter elevados padrões sanitários exige investimentos permanentes em qualidade e gestão.
"As certificações não representam apenas conformidade regulatória. Elas comprovam que adotamos uma cultura permanente de prevenção de riscos, controle das condições de armazenagem e melhoria contínua. Quando falamos de medicamentos e outros produtos sujeitos à vigilância sanitária, preservar a integridade da carga significa proteger toda a cadeia de abastecimento e, principalmente, a saúde das pessoas", afirma.
Segundo Alessandra, os resultados do relatório reforçam que investir continuamente em processos robustos e na qualificação das operações é indispensável para garantir a confiabilidade da cadeia logística.
"As inspeções mostram que ainda existem desafios importantes no setor, especialmente relacionados ao sistema de gestão da qualidade, ao controle de temperatura e à gestão de desvios. Manter certificações como as que a Libraport possui exige monitoramento contínuo, validação dos processos, infraestrutura adequada e equipes constantemente capacitadas. É esse conjunto de práticas que garante uma armazenagem responsável e segura para produtos tão sensíveis", conclui.