31/03/2026 10h37
Foto: Divulgação
A Hapag-Lloyd enfrenta um impacto financeiro significativo decorrente do conflito no Oriente Médio, com custos adicionais que variam de US$ 40 milhões a US$ 50 milhões por semana, um ônus que seu CEO, Rolf Habben Jansen, descreveu como "insustentável a longo prazo".
Durante uma conferência de imprensa online, o executivo afirmou que estão enfrentando “um grande desafio”, visto que seis de seus navios, com aproximadamente 150 tripulantes a bordo, permanecem encalhados no Golfo Pérsico. Ele especificou que as tripulações estão recebendo alimentos e água enquanto os esforços para garantir a liberação das embarcações continuam.
Em resposta, a Hapag-Lloyd intensificou suas medidas de redução de custos e está aproveitando as sinergias derivadas de sua cooperação com a Maersk.
Cabe ressaltar que as seis embarcações afetadas continuam impossibilitadas de operar devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota marítima fundamental para o comércio global de energia, que permanece com restrições ao tráfego comercial desde o final de fevereiro, após a escalada das hostilidades entre os Estados Unidos, Israel e Irã.
Apesar dos transtornos, a Hapag-Lloyd reafirmou suas projeções financeiras para o ano fiscal de 2026. Rolf Habben Jansen expressou confiança de que a empresa conseguirá compensar os custos mais elevados nos próximos meses. No entanto, o executivo alertou para os potenciais efeitos a longo prazo decorrentes do conflito, especialmente se houver impacto negativo na demanda.
Fonte: Reuters