13/07/2026 09h13
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As tarifas aéreas domésticas apresentaram comportamentos bastante distintos entre os estados brasileiros em 2025, segundo dados do Anuário do Transporte Aéreo da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Enquanto algumas unidades da federação registraram reduções expressivas no preço médio das passagens, outras tiveram aumentos significativos, especialmente na Região Norte.
O levantamento mostra que a maior alta da tarifa aérea média ocorreu em Roraima, onde o valor subiu 40% em relação a 2024. Também se destacaram os aumentos registrados no Amapá (18,7%), Amazonas (16,2%), Tocantins (9,8%) e Pará (7,6%), evidenciando um movimento concentrado na Região Norte, mais afastadas dos grandes centros e com menor população, logo gerando demanda menor.
Na direção oposta, as maiores reduções foram verificadas no Sul do país. O Rio Grande do Sul apresentou queda de 15,7% na tarifa média, que pode mostrar ainda impactos das devastadoras enchentes do ano anterior, seguido por Santa Catarina (-14,3%). Também houve recuos relevantes no Espírito Santo (-11,5%) e no Distrito Federal (-11,0%).
Em valores absolutos, Roraima manteve a tarifa aérea média mais elevada do país, alcançando R$ 1.401 por passageiro. Na sequência aparecem Rondônia (R$ 1.277), Acre (R$ 1.153) e Amazonas (R$ 961), todos estados da Região Norte.
Já as menores tarifas médias foram registradas no Espírito Santo, com R$ 530, em Santa Catarina (R$ 559), Distrito Federal (R$ 571), Rio de Janeiro (R$ 576), Minas Gerais (R$ 586) e São Paulo (R$ 588).
Os dados também mostram diferenças importantes quando se analisa o yield doméstico real, indicador que representa a receita obtida por passageiro a cada quilômetro transportado. Nesse quesito, Minas Gerais liderou o ranking nacional, com R$ 0,679 por quilômetro voado, seguido por Tocantins (R$ 0,585), Espírito Santo (R$ 0,575), Rio de Janeiro (R$ 0,562), Amapá (R$ 0,563), Mato Grosso do Sul (R$ 0,559), Paraná (R$ 0,556), Rondônia (R$ 0,555), Goiás (R$ 0,550) e Bahia (R$ 0,544).
Na outra ponta, Pernambuco apresentou o menor yield do país, de R$ 0,383 por quilômetro voado. Também figuram entre os menores valores Paraíba e Ceará, ambos com R$ 0,397, Rio Grande do Norte (R$ 0,407), Maranhão (R$ 0,432), Amazonas (R$ 0,438), Acre e Pará (R$ 0,444) e Rio Grande do Sul (R$ 0,446).
Em relação à variação anual do yield, Roraima novamente registrou o maior crescimento, com alta de 30,8%. Também apresentaram avanços expressivos Amazonas (+11,1%), Tocantins (+9,7%), Acre (+8,3%) e Amapá (+6,0%).
As maiores reduções foram observadas no Rio Grande do Sul (-16,3%), Santa Catarina (-10,0%), Distrito Federal (-9,5%), Espírito Santo (-9,6%), Pernambuco (-8,8%) e Goiás (-8,3%).
Os dados do anuário reforçam que, embora a tarifa aérea média nacional tenha recuado em 2025, a evolução dos preços foi bastante heterogênea entre os estados brasileiros. Enquanto parte do Sul, Sudeste e Centro-Oeste registrou redução nas tarifas, diversos estados da Região Norte seguiram na direção oposta, concentrando tanto os maiores aumentos percentuais quanto os maiores valores médios das passagens domésticas do país.