31/07/2026 08h19
Foto: Divulgação
A Renault Geely do Brasil celebra o marco industrial com a produção de 800 mil unidades do Renault Kwid no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR). Produzido desde 2017, o compacto está prestes a ganhar novidades visuais e de equipamentos no modelo 2027.
Quando estreou o Kwid veio com proposta de reunir atributos pouco comuns no segmento, como design inspirado em SUVs, ampla capacidade de porta-malas, elevada eficiência energética e um pacote de segurança que estabeleceu novos parâmetros entre os veículos compactos.
Do volume total fabricado desde seu lançamento, 60% das unidades permaneceram no mercado brasileiro, enquanto os 40% restantes foram destinados à exportação, reforçando a importância estratégica da fábrica paranaense dentro da operação latino-americana da Renault. Atualmente, o Kwid é exportado para 17 países da América Latina, entre eles Argentina, Chile e Uruguai.
“O marco de 800 mil unidades produzidas representa o sucesso de um veículo que transformou o segmento de entrada ao combinar atributos de SUV, segurança, eficiência energética e excelente relação custo-benefício. Também demonstra a competência industrial do Complexo Ayrton Senna, referência em tecnologia, inovação e sustentabilidade”, afirma Ariel Montenegro, presidente e diretor-geral da Renault Geely do Brasil.
Um novo segmento de entrada
Quando chegou ao mercado brasileiro em agosto de 2017, o Renault Kwid inaugurou uma proposta inédita entre os carros de entrada. Em vez de seguir a receita tradicional dos hatchbacks compactos, a Renault apostou em um veículo com visual robusto, maior distância do solo e elementos inspirados no universo dos SUVs, estratégia que posteriormente seria adotada por diversos concorrentes.

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O modelo trouxe 180 mm de altura livre do solo, além de ângulos de entrada de 24 graus e de saída de 40 graus, números superiores aos de diversos hatchbacks convencionais e que ajudaram a consolidar o conceito de “SUV dos compactos”.
Outro diferencial desde a estreia foi o porta-malas de 290 litros, um dos maiores da categoria, aliado a um bom aproveitamento do espaço interno para até cinco ocupantes.
Segurança virou um diferencial
Além da proposta visual, o Kwid também chamou atenção pelo pacote de segurança. Desde o lançamento, todas as versões passaram a oferecer quatro airbags de série — dois frontais e dois laterais — um equipamento inédito entre os veículos de entrada no Brasil naquele momento.
Com o passar dos anos, o modelo recebeu atualizações de equipamentos e evoluções eletrônicas, mantendo-se competitivo em um segmento cada vez mais disputado.
Eficiência continua sendo um dos principais atributos
Sob o capô permanece o conhecido motor 1.0 SCe de três cilindros, 12 válvulas, duplo comando variável e bloco em alumínio. O propulsor entrega 71 cv com etanol e 68 cv com gasolina, além de torque de 10,0 kgfm e 9,4 kgfm, respectivamente.
O conjunto mecânico continua sendo um dos principais argumentos do modelo graças ao baixo consumo. Segundo os dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) do Inmetro, o Kwid percorre 14,6 km/l na cidade e 15,5 km/l na estrada com gasolina, desempenho que o coloca entre os automóveis a combustão mais eficientes comercializados no país, além de registrar emissões de apenas 84 g de CO2 por quilômetro.
O marco de produção também evidencia a evolução do Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, responsável pela fabricação dos veículos Renault destinados ao mercado interno e às exportações. Agora a planta do Paraná vai abrir espaço para a produção dos modelos Geely como EX2 e EX5.
Fonte: R7