30/06/2026 15h17
Foto: Zurich Airport Brasil - Divulgação
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) divulgou os dados tarifários de maio, que mostram um aumento no preço das passagens aéreas nacionais.
O valor médio dos bilhetes chegou a R$ 632,53. Em comparação com o mesmo período do ano passado, quando a tarifa média era de R$ 568,96. O avanço representa alta de 11,2% em 12 meses.
Ainda assim, a agência destaca que cerca de 49,1% das passagens aéreas domésticas foram comercializadas por menos de R$ 500, enquanto 5,4% dos bilhetes ultrapassaram o valor de R$ 1.500.
Os dados coletados pela Anac são enviados mensalmente pelas companhias aéreas e consideram a data de venda dos bilhetes e o valor do transporte aéreo. Ou seja, o levantamento não inclui taxas aeroportuárias nem outras cobranças ao viajante.
Escalada do QAV
Um dos principais fatores apontados pela agência para a alta das passagens aéreas foi o preço do QAV (querosene de aviação). Diante da escalada do conflito no Oriente Médio, o combustível passou a representar cerca de 46% dos custos operacionais das companhias aéreas no período.
A alta do produto fez com que o setor enfrentasse uma onda de cancelamentos de voos e, inevitavelmente, repassasse parte desse aumento de custos ao consumidor por meio das tarifas.
Entre 1º de fevereiro e 31 de maio deste ano, o preço do querosene de aviação quase dobrou, registrando alta de 87,32%. Na comparação com os 12 meses anteriores, o aumento foi de 68,5%, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
Ligeiro aumento de passageiros nacionais
Em relação ao número de passageiros em voos nacionais, o setor registrou uma ligeira alta.
Enquanto, em maio de 2025, as companhias aéreas transportaram 8,163 milhões de passageiros, no mesmo período de 2026 o número chegou a 8,319 milhões. A variação representa crescimento de 1,9%.
Esse avanço não foi uniforme e foi puxado principalmente pela Latam e pela Gol. Juntas, as duas companhias transportaram 5,929 milhões de passageiros, mais de 307 mil a mais do que no mesmo período do ano anterior.
Já Azul, Azul Conecta, Placar, Sideral, Aerotáxi Abaeté e Apuí Táxi Aéreo registraram variações negativas no período.
A queda mais significativa foi a da Azul, que detém 28,7% do mercado e transportou cerca de 148 mil passageiros a menos em maio deste ano, uma retração de 5,9%.
Fonte: CNN