31/03/2026 08h23
Foto: Divulgação
O custo das viagens aéreas pode subir nos próximos dias no Brasil. A Vibra Distribuidora – gigante distribuidora de combustíveis e lubrificantes no Brasil – anunciou um reajuste de 54,63% no preço do querosene de aviação (QAV), combustível usado pela maioria das aeronaves comerciais. A medida entra em vigor nesta terça-feira (31), e ocorre em meio à forte alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio.
Alta do petróleo impulsiona reajuste do combustível
O aumento no preço do querosene de aviação está diretamente ligado à valorização do petróleo no mercado global. Nos últimos dias, o barril se aproximou da marca de US$ 115 com a escalada dos conflitos no Oriente Médio, que provocaram o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
Esse cenário elevou rapidamente o custo do combustível utilizado na aviação. O comunicado sobre o reajuste foi enviado pela Vibra Distribuidora a operadores de táxi-aéreo na última sexta-feira, 27 de março.
No Brasil, os preços do querosene de aviação e da gasolina de aviação seguem a paridade internacional. Por isso, oscilações no mercado global de petróleo costumam impactar diretamente o valor desses combustíveis.
Além da Vibra, outras distribuidoras que atuam no mercado brasileiro também indicaram reajustes. Empresas como a Air BP e a Raízen, licenciada da Shell no país, informaram que os preços devem subir, embora ainda não tenham divulgado o percentual exato do aumento.
Segundo o setor, a volatilidade do preço do petróleo tem sido intensa nas últimas semanas, o que dificulta a definição de valores estáveis para o combustível de aviação.
Impacto pode chegar ao preço das passagens
O aumento do querosene de aviação tende a afetar diretamente os custos das companhias aéreas. Atualmente, cerca de 30,6% das despesas das empresas do setor no Brasil estão relacionadas à compra de combustíveis e óleos lubrificantes.
Com um reajuste superior a 50%, o impacto pode ser significativo para as empresas. Caso os preços elevados se mantenham por mais tempo, a tendência é que parte desse custo seja repassada ao consumidor, pressionando o valor das passagens aéreas nos próximos meses.