09/07/2026 10h10
Foto: Divulgação
As obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1) na Bahia, já têm data para ser retomada. O ministro dos Transportes, George Santoro informou que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já recebeu a documentação do Grupo Mota-Engil, que assumirá a execução das obras, e que o processo está em fase final de tramitação.
“A ANTT recebeu os documentos do Grupo Mota-Engil, que vai assumir a obra. A agência deve deliberar ainda neste mês. Provavelmente, em agosto, já teremos essa obra funcionando”, afirmou o ministro.
A Mota-Engil tem como principal acionista a estatal China Communications Construction Company, uma das empresas do consórcio responsável pela construção da Ponte Salvador-Itaparica.
Promessa de campanha do presidente Lula, a conclusão da Fiol 1 é tratada pelo governo federal como uma das principais obras de infraestrutura do Novo PAC. Neste momento, a prioridade é finalizar o trecho 1, que liga Caetité a Ilhéus, no sul da Bahia.
Valor do investimento
O valor envolvido na negociação é vultoso e reflete a magnitude dos ativos, que incluem uma mina, um projeto ferroviário e um porto.
Ferrovia estratégica
A estrada de ferro, que promete revolucionar o transporte de cargas no estado, faz parte de um projeto ambicioso que pretende ligar o oceano Atlântico, através do Porto Sul, em Ilhéus, ao Pacífico, mais precisamente a Porto Chancay, no Peru.
As obras estão paradas desde março de 2025, quando a Bahia Mineração (Bamin) - empresa responsável ela obra - suspendeu a intervenção por conta de problemas financeiros. Apesar da paralisação, boa parte das obras do corredor ferroviário já foram executadas, como 75% da Fiol 01 (Ilhéus/Caetité), 71% da Fiol 02 (Caetité/Barreiras) e 30% da Fico 01 (Mara Rosa/GO a Água Boa/MT).
Em janeiro, o presidente Lula, o governador Jerônimo Rodrigues e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, se reuniram com o vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Mota-Engil, Manuel Antonio, para destravar o projeto.
Para a China, o financiamento de uma ferrovia que liga os dois oceanos é estratégica, por conta da conturbada situação política enfrentada na América do Sul com o interesse dos EUA na região.
Fonte: A Tarde