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Transporte Terrestre

Novo BYD Dolphin Mini cresce 42 cm e chega a 129 cv

Segunda geração do Seagull entra em pré-venda na China com tração traseira, mais espaço e até 420 km de autonomia

13/10/2026 07h59

Foto: BYD - Divulgação

A BYD iniciou na China a pré-reserva da segunda geração do Seagull, hatch elétrico comercializado no Brasil como Dolphin Mini. O modelo passou por uma transformação significativa, com carroceria 42,5 centímetros maior, motor de aproximadamente 129 cv e tração traseira, abandonando a configuração de tração dianteira utilizada atualmente.

Segundo o CarNewsChina, os consumidores chineses já podem reservar o veículo pelo aplicativo da fabricante mediante um depósito reembolsável de 2.000 yuans, aproximadamente R$ 1.490 em conversão direta. A BYD ainda não divulgou os preços definitivos, versões ou data exata de início das entregas.

A nova geração também interessa ao mercado brasileiro. Em julho, Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, confirmou à Quatro Rodas que o modelo será oferecido no país, mas somente depois de 2028. A intenção é manter o Dolphin Mini atual, produzido em Camaçari (BA), como opção de entrada.

Novo Seagull fica maior que o Dolphin atual

A mudança mais evidente está nas dimensões. O novo Seagull mede 4,205 metros de comprimento, 1,810 metro de largura, 1,570 metro de altura e possui entre-eixos de 2,650 metros.

Na comparação com o Dolphin Mini vendido no Brasil, que mede 3,780 metros de comprimento e tem 2,500 metros de entre-eixos, são 42,5 centímetros adicionais na carroceria e 15 centímetros a mais na distância entre os eixos.

O crescimento coloca o novo Seagull em uma categoria de tamanho superior, inclusive ultrapassando os 4,125 metros de comprimento do Dolphin convencional comercializado no Brasil.

O interior também foi redesenhado, com cinco lugares, nova disposição dos comandos e central multimídia que incorpora informações do quadro de instrumentos na lateral da tela.

Outra novidade é o compartimento de 94 litros sob o capô dianteiro, possibilitado pela instalação do conjunto de propulsão no eixo traseiro. Com os bancos traseiros rebatidos, o volume disponível para bagagens chega a 1.380 litros.

Motor de 129 cv e até 420 km de autonomia

A transformação vai além das dimensões. O novo Seagull utiliza um motor elétrico traseiro de 95 kW, equivalentes a aproximadamente 129 cv, potência consideravelmente superior aos 75 cv oferecidos pelo Dolphin Mini brasileiro.

O conjunto também abandona a tração dianteira, adotando a traseira. A suspensão posterior passa a ser independente, do tipo multibraço, em substituição ao eixo de torção utilizado no compacto atual.

Serão oferecidas duas opções de bateria, com 30 kWh e 39,2 kWh. As autonomias anunciadas são de 320 km e 420 km, respectivamente, pelo ciclo chinês CLTC.

Também existe expectativa de que o novo Seagull receba a tecnologia de recarga ultrarrápida Flash Charging, capaz de recuperar de 10% a 97% da carga em nove minutos em condições específicas. Entretanto, sua disponibilidade ainda não foi confirmada para as versões comerciais.

Mais tecnologia para enfrentar o Geely EX2

O crescimento do Seagull ocorre em um momento de concorrência mais intensa no mercado chinês de elétricos compactos, especialmente com o avanço do Geely Xingyuan, comercializado no Brasil como EX2.

Segundo dados do China EV DataTracker, o Seagull acumulou 74.087 unidades vendidas na China entre janeiro e agosto de 2026, queda de 66,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para recuperar competitividade, a BYD também prepara recursos tecnológicos inéditos para o modelo, incluindo a possibilidade de um sensor LiDAR instalado no teto.

O equipamento poderá integrar o sistema de assistência à condução DiPilot 300, conhecido na China como God's Eye B, dependendo da versão escolhida.

O interior poderá oferecer ainda banco do motorista com função de massagem, saídas de ar-condicionado para os passageiros traseiros e iluminação ambiente.

Fonte: iG