14/09/2026 08h55
Foto: Divulgação
A resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que pune passageiros indisciplinados em voos e aeroportos brasileiros entra em vigor nesta segunda-feira (14).
Anunciadas em março, as medidas podem resultar em multas de até R$ 17,5 mil e na suspensão do direito de embarcar por até 12 meses.
A portaria diz que a norma se aplica ao transporte aéreo regular doméstico e também às dependências de aeroportos brasileiros, incluindo áreas destinadas ao processamento de passageiros de voos internacionais.
Além disso, a resolução alcança voos domésticos conectados a viagens internacionais, respeitando a legislação específica de cada caso.
De acordo com o texto, os atos de indisciplina são aqueles que violam, desrespeitam ou comprometem a segurança, a ordem ou a dignidade de pessoas, praticados nas dependências de aeroporto ou a bordo de aeronave.
Os atos são divididos em três níveis, sendo de indisciplina, grave e gravíssimo:
Atos de indisciplina — ocorridos em solo (aeroportos)
Atos de indisciplina — ocorridos a bordo da aeronave
Atos de indisciplina de nível grave
Atos de indisciplina de nível gravíssimo
Nos casos mais leves, como descomprimir instruções de voo, o passageiro será orientado por meio do diálogo formal.
Porém, quando a conduta representar maior risco à ordem das operações ou à segurança da viagem, o passageiro poderá ser enquadrado por ato grave. Nesses casos, a Anac prevê multa de até R$ 17,5 mil.
Em caso de comportamentos gravíssimos, o passageiro ainda pode ser penalizado com a proibição de embarque em qualquer outro voo doméstico pelo prazo de seis a 12 meses, além de multa.
Neste caso, a suspensão deve ser aplicada imediatamente após a ocorrência ou no prazo máximo de cinco dias.
Segundo o diretor-presidente da Anac, Tiago Faierstein, a medida vem em meio à necessidade de enfrentar o problema de segurança causado pelo passageiro indisciplinado.
Entre 2023 e 2025, o número de ocorrências cresceu 66%, colocando em risco a segurança do transporte aéreo.
“Segurança é aspecto inegociável. Nós temos que nos antecipar e construir essa regra para que esses casos venham a diminuir”, disse.