18/10/2026 08h45
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O Ministério dos Transportes prevê realizar 11 leilões de concessões rodoviárias em 2027, com R$ 102,68 bilhões em investimentos. A carteira contempla 4.455,68 quilômetros de extensão, sendo 569,07 quilômetros de duplicações e 550,29 quilômetros de faixas adicionais. Do total de projetos, nove são referentes a novos estudos e dois correspondem a otimizações contratuais.
Os dados fazem parte da apresentação Carteira de Concessões 2027, que reúne os projetos rodoviários previstos para o próximo ano, o cronograma dos leilões e informações sobre as concessões realizadas entre 2023 e 2026.
Do total previsto para 2027, os nove projetos de novos estudos abrangem 3.721,38 quilômetros. A apresentação indica R$ 47,15 bilhões em despesas de capital (Capex) e R$ 39,01 bilhões em despesas operacionais (Opex) para esse grupo. A extensão prevista inclui 373,87 quilômetros de duplicações e 513,36 quilômetros de faixas adicionais.
Os outros dois projetos são otimizações contratuais das rodovias Transbrasiliana e Planalto Sul, que somam 734,3 quilômetros. Para esse grupo, o documento apresenta R$ 7,71 bilhões em Capex e R$ 8,8 bilhões em Opex, além de 195,2 quilômetros de duplicações e 36,93 quilômetros de faixas adicionais.
Cronograma dos leilões de 2027
O cronograma da carteira distribui os 11 projetos ao longo do segundo semestre de 2027, com etapas de envio ao Tribunal de Contas da União (TCU), publicação de editais e realização dos leilões previstas em diferentes meses.
Em junho, estão previstos os leilões da Rota Integração do Sul, que abrange trechos das BRs 116, 158, 290 e 392, no Rio Grande do Sul, e da Rota Portuária do Sul, nas BRs 116 e 392, também no estado.
Em julho, o calendário prevê a realização do leilão das Rodovias Integradas de Santa Catarina - Lote 1. Para agosto, está previsto o Lote 3 das Rodovias Integradas de Santa Catarina. Em setembro, o cronograma inclui a Rota do Café, na BR-393, no Rio de Janeiro.
Para outubro, estão programados a otimização da Transbrasiliana, na BR-153, em São Paulo, e o leilão da Rota Portuária Itaqui, nas BRs 135 e 316, no Maranhão. Em novembro, estão previstos a Rota Norte Catarinense, na BR-280, e a otimização da Rota Planalto Sul, na BR-116, entre Paraná e Santa Catarina.
O calendário termina em dezembro, com a previsão dos leilões da Rota do Açu, na BR-356, entre Minas Gerais e Rio de Janeiro, e da Rota Centro-Sul Baiano, na BR-101, na Bahia.
Balanço das concessões entre 2023 e 2026
A apresentação contabiliza 25 leilões rodoviários realizados entre 2023 e outubro de 2026, com 12.198 quilômetros de extensão. O quadro informa R$ 283,8 bilhões em Capex e Opex para o período.
Em 2023, foram realizados dois leilões, referentes a 1.077 quilômetros, com R$ 30,3 bilhões em investimentos. Em 2024, foram sete leilões, que abrangeram 3.221 quilômetros e somaram R$ 81,6 bilhões.
Em 2025, o documento registra 13 leilões, com 6.279 quilômetros de extensão e R$ 135,2 bilhões em investimentos. Já em 2026, até outubro, foram contabilizados três leilões, que somam 1.620 quilômetros e R$ 35,64 bilhões, divididos em R$ 20,68 bilhões em Capex e R$ 14,96 bilhões em Opex.
A apresentação também mostra o cenário previsto e realizado para o ciclo de 2023 a 2026. Nesse quadro, o total chega a 29 leilões, 14.962 quilômetros de extensão e R$ 337 bilhões em investimentos, sendo R$ 202 bilhões em Capex e R$ 135 bilhões em Opex.
Carteira de concessões até 2027
Considerando o período de 2023 a 2027, a apresentação prevê 40 leilões rodoviários, com 19.415 quilômetros de extensão e R$ 440 bilhões em investimentos. O montante é dividido em R$ 257 bilhões em Capex e R$ 183 bilhões em Opex.
A distribuição anual apresentada reúne dois leilões em 2023, sete em 2024, 13 em 2025, sete em 2026 e 11 em 2027. O documento também apresenta os quilômetros previstos para duplicações e faixas adicionais em cada ano.
No conjunto das concessões, a apresentação relaciona 8.518 quilômetros de ampliação de capacidade, considerando duplicações, faixas adicionais e contornos. A discriminação inclui 4.374 quilômetros de duplicações, 3.702 quilômetros de faixas adicionais, 442 quilômetros de contornos e 959 quilômetros de marginais.
Entre as demais estruturas previstas, o material relaciona 68 pontos de parada e descanso, 662 dispositivos em nível, 2.389 dispositivos em desnível e 797 passarelas. O valor indicado para infraestrutura resiliente é de R$ 9,89 bilhões.
Investimentos privados em rodovias
A apresentação também compara os investimentos privados realizados entre 1993 e 2022 com a previsão para o período de 2023 a 2029.
Nos 27 anos entre 1993 e 2022, o volume de investimentos privados indicado foi de R$ 129 bilhões. Para os sete anos entre 2023 e 2029, a previsão apresentada é de R$ 218 bilhões.
O documento aponta crescimento de 69% no volume total em relação ao período anterior. A média anual indicada passa de R$ 4,8 bilhões entre 1993 e 2022 para R$ 31,1 bilhões na previsão para 2023 a 2029. A apresentação informa que o ritmo anual previsto é 6,5 vezes maior.
Estudos para o período pós-2027
Além dos projetos previstos para 2027, o Ministério dos Transportes apresenta 27 estudos contratados para o período pós-2027, estruturados pela Infra S.A., pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O documento lista projetos em diferentes rodovias federais e separa as possibilidades de inclusão na carteira de 2027 dos estudos previstos para os anos seguintes.
Fonte: Mundo Logística