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Transporte Aquaviário

Maersk aponta forte pressão operacional nos portos do Brasil

A companhia de navegação ajustou serviços essenciais entre a costa leste da América do Sul em resposta a diversos fatores

17/01/2026 08h24

Foto: Divulgação

O sistema portuário da América Latina apresenta um cenário heterogêneo, marcado por significativa pressão operacional no Brasil e desempenho mais estável em outras partes da região, segundo a última atualização marítima da Maersk. A empresa relatou altos níveis de congestionamento nos principais portos da costa leste da América do Sul (ECSA), ao mesmo tempo em que confirmou ajustes nos serviços e nas escalas de manutenção para preservar a confiabilidade de sua rede.

Segundo a empresa de navegação, “os portos brasileiros continuam operando sob pressão, com alta ocupação dos cais, longas filas e extensos tempos de espera para embarcações sem vagas reservadas”, situação que afeta particularmente terminais importantes como Santos, Paranaguá, Itapoá e Rio Grande. A Maersk também alertou que possíveis interrupções relacionadas às condições climáticas podem impactar as operações, embora as embarcações com vagas reservadas continuem a ter prioridade.

Nesse contexto, a empresa anunciou uma série de ajustes em seus serviços ECSA. No serviço 'Tango', a suspensão das escalas no porto de Norfolk foi prorrogada, de modo que a carga será movimentada via transbordo em Cartagena. Ao mesmo tempo, a Maersk confirmou a retomada das escalas semanais no porto do Rio de Janeiro.

Outra mudança significativa é o novo horário do serviço de transporte ECSA, que desde novembro opera quinzenalmente na rota Paranaguá - Santos (DP World) - Manzanillo (Panamá). Segundo a companhia de navegação, “essa configuração melhora a conectividade com o Caribe, os Estados Unidos e a costa oeste da América do Sul, e oferece maior flexibilidade para viagens regionais e intercontinentais”, em um momento em que a otimização da rede é fundamental para mitigar os impactos operacionais.

A Maersk também informou atrasos de uma semana nos serviços UCLA e Tango, atribuídos às condições atuais do mercado. No caso do serviço UCLA, o navio Laust Maersk ocupará a posição originalmente atribuída ao Maersk Rubicon na rota sul para Santos, resultando em um atraso de uma semana para as embarcações subsequentes. Uma situação semelhante ocorre no serviço Tango, onde o Maersk Monte Alegre substituirá o RDO Fortune na rota sul, com um ajuste correspondente no cronograma de escalas.

Fonte: Mundo Marítimo