26/05/2026 10h07
Foto: Log-In - Divulgação
A Log-In Logística Integrada, grupo de soluções logísticas, movimentação portuária, navegação de Cabotagem, Mercosul e Feeder, além de operações rodoviárias, encerrou o primeiro trimestre de 2026 com Receita Operacional Líquida de R$ 680,1 milhões, em linha com o mesmo período de 2025. O Ebitda ajustado totalizou R$ 106,6 milhões, com margem de 15,7%.
O trimestre foi marcado por recordes operacionais em duas das três torres de negócio. Na Navegação Costeira, destaque para a Cabotagem, que registrou o maior volume já transportado em um primeiro trimestre, e no Terminal Portuário de Vila Velha (TVV), maior receita e Ebitda para os três primeiros meses do ano. A Tecmar Transporte & Logística manteve o avanço do plano de turnaround com melhora dos resultados financeiros, além de apresentar crescimento da ROL, o que reforça a integração entre as torres e a estratégia da companhia de oferecer soluções logísticas completas e integradas.
De acordo com o presidente da Log-In, Marcus Voloch, o desempenho no período confirma a consistência operacional da companhia. "Encerramos o primeiro trimestre com avanços importantes em frentes estratégicas. A Cabotagem atingiu seu maior volume para um primeiro trimestre, o TVV teve um crescimento expressivo em receita e Ebitda e a Tecmar voltou a apresentar crescimento de receita e Ebitda, fruto da continuidade do plano de reestruturação. São resultados que mostram a evolução do nosso modelo integrado e que sustentam a continuidade da nossa trajetória de crescimento, mesmo em um ambiente de mercado mais competitivo e desafiador", afirma.
Navegação costeira e soluções integradas
A Navegação Costeira encerrou o trimestre com Receita Operacional Líquida de R$ 445,4 milhões e Ebitda ajustado de R$ 66,9 milhões. A Cabotagem registrou o maior volume já transportado para um primeiro trimestre, sustentada pela ampliação da base de clientes, pelo aprimoramento do nível de serviço e pela expansão de capacidade em rotas estratégicas. As operações no Mercosul também avançaram no período, beneficiadas pela intensificação das exportações da Argentina.
O Feeder apresentou redução de volume em função do encerramento do serviço Shuttle Navegantes (SSN) em abril de 2025, cuja criação foi pensada em resposta a uma demanda pontual sinalizada pelo mercado. O período também foi impactado pela desvalorização do dólar, com reflexo nas receitas indexadas à moeda estrangeira.
A torre alcançou, ainda, aderência de 98% ao schedule dos serviços de Navegação, refletindo a reorganização da malha operacional e a realocação de capacidade para corredores com maior demanda. Além disso, os ganhos de eficiência operacional contribuíram para mitigar a pressão dos custos variáveis decorrente do maior volume movimentado.
Para o executivo, a cabotagem segue em ritmo de crescimento consistente dentro da Companhia. "Movimentamos o maior volume da história na cabotagem para um primeiro trimestre, com 98% de aderência ao schedule. Esse é um indicador importante para o nosso cliente, que precisa de previsibilidade na cadeia logística. A reorganização da malha e a realocação de capacidade se traduziu em maior volume movimentado, além de mais eficiência operacional. A Cabotagem tem um papel cada vez mais relevante na matriz de transporte do país e, por isso, queremos seguir nesse caminho de expansão", explica Voloch.

Foto: Log-In - Divulgação
Terminal Portuário de Vila Velha (TVV)
O Terminal Portuário de Vila Velha registrou no 1T26 a maior Receita Operacional Líquida e o maior Ebitda já alcançados em um primeiro trimestre, somando R$ 106,6 milhões e R$ 47,6 milhões, respectivamente, com margem Ebitda de 44,6%. O resultado foi impulsionado pelo crescimento de 135,4% no volume de movimentação de carga geral, beneficiado por segmentos associados ao escoamento de safra e pela maior utilização da capacidade do terminal. A retomada da capacidade operacional contribuiu, também, para o avanço das receitas de armazenagem e serviços acessórios, com mix de cargas mais rentável.
Como evento subsequente ao trimestre, em 30 de abril de 2026 a Receita Federal liberou o alfandegamento da Retroárea Penedo, nova área do TVV com aproximadamente 65 mil m², equivalente a 60% da área total do terminal. A Retroárea Penedo entra em operação em maio para atender à crescente demanda de importação e exportação de contêineres, granito, produtos siderúrgicos e fertilizantes.
Segundo o diretor de Terminais da Log-In, Gustavo Paixão, o desempenho do TVV reflete a maturidade do projeto de modernização do terminal. "Os resultados positivos são reflexo do ciclo de investimentos realizado recentemente, que somou cerca de R$ 205 milhões, destinados à atualização tecnológica, modernização de equipamentos e expansão da área. Além disso, o alfandegamento da Retroárea Penedo amplia significativamente nossa capacidade e abre novas frentes comerciais, reforçando a competitividade do terminal e do estado do Espírito Santo", avalia o executivo.
Transporte rodoviário de cargas
O primeiro trimestre de 2026 foi marcado pela continuidade do processo de turnaround da Tecmar Transporte & Logística e pela implementação da estratégia de transformação em operador multimodal, com foco na diversificação dos negócios. A torre encerrou o trimestre com uma ROL de R$ 128,1 milhões, alta de 4,7% em relação ao 1T25, e Ebitda ajustado de R$ 2,7 milhões.
O resultado reflete o aprimoramento dos processos de gestão de custos e o avanço do plano de reestruturação do negócio de carga fracionada (Less than Truckload – LTL), especialidade da Tecmar, com melhora do mix de cargas e da rentabilidade. A Tecmar Norte (antiga Oliva Pinto) ampliou sua capacidade de armazenagem de contêineres com o início da operação de uma nova área no trimestre, contribuindo para o crescimento da receita por meio dos serviços de armazenagem voltados às cargas de importação na região Norte do país. A integração operacional entre as unidades também avançou, com crescimento do volume de rodo-cabotagem e reforço das sinergias comerciais e operacionais com a Navegação Costeira.
Segundo Voloch, a Tecmar atravessa uma fase de ajustes estratégicos que já mostram resultado. "Estamos aprimorando processos, otimizando rotas e ampliando a integração entre o transporte rodoviário e a cabotagem. O crescimento da receita e o retorno ao EBITDA ajustado positivo confirmam que estamos no caminho certo para capturar sinergias, reduzir custos e fortalecer a eficiência do negócio", destaca.
Agenda ESG
A Log-In manteve, no primeiro trimestre de 2026, o avanço de sua agenda ESG, consolidada desde 2020 e orientada pelo conceito de dupla materialidade, que considera os impactos socioambientais da operação e os riscos e oportunidades que esses fatores representam para o negócio. As ações fazem parte do roadmap ESG da companhia, desenvolvido em conjunto com a liderança e disseminado entre todas as unidades.
No pilar ambiental, a Companhia concluiu o Inventário de Gases de Efeito Estufa referente ao ano de 2025, reforçando o compromisso com a transparência climática e com o monitoramento da pegada de carbono das operações. A Tecmar avançou na estruturação do Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, enquanto o TVV e a Tecmar Norte obtiveram a recertificação nas normas ISO 9001 e ISO 14001, ampliando a cobertura dos sistemas de gestão da qualidade e ambiental no grupo.
No pilar social, a Log-In foi reconhecida com o Selo Empresa Amiga da Criança, concedido pela Fundação Abrinq, em reconhecimento às ações desenvolvidas pelo programa Comunidade a Bordo (CAB) do TVV.
De acordo com a diretora de Gente, Gestão & Cultura da Log-In, Andréa Simões, os reconhecimentos do trimestre reforçam o compromisso da Companhia com práticas responsáveis e transparentes. "Seguimos avançando em iniciativas estruturadas que conectam sustentabilidade, governança e desenvolvimento das pessoas. O Selo Empresa Amiga da Criança, a conclusão do Inventário de GEE e as novas certificações conquistadas demonstram a consistência da nossa agenda e o seu papel na evolução do negócio", finaliza a executiva.