28/09/2026 08h47
Foto: TCP - Divulgação
O projeto logístico intermodal KBT - parceria entre Klabin, Brado Logística e TCP - completou 5 anos de operação. Na comparação entre 2022, o primeiro ano-calendário completo do terminal, e 2025, as exportações de papel e celulose escoadas pela operação cresceram 51%, passando de 347 mil toneladas para 523,3 mil toneladas.
Além disso, entre agosto de 2025 e julho de 2026, o KBT movimentou 89,7 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) e recebeu 280 encostes de trens. O terminal, operado pela TCP, conecta os contêineres carregados nas unidades da Klabin em Ortigueira e Monte Alegre, no Paraná, ao Terminal de Contêineres de Paranaguá por meio da ferrovia operada pela Brado.
“O KBT consolidou um modelo logístico integrado que conecta a produção da Klabin à operação portuária de forma mais eficiente, fortalecendo nossa competitividade no mercado internacional. Esse marco reforça como a inovação e a colaboração podem gerar valor para toda a cadeia”, afirmou o gerente de Operações na Klabin, Cláudio Himmelreich.
Projeto KBT
Um dos diferenciais da operação está na estrutura em Paranaguá: o ramal ferroviário acessa diretamente a área alfandegada do Terminal de Contêineres de Paranaguá, também operado pela TCP. De acordo com as empresas, a proximidade com a produção permite que a logística seja planejada em sintonia com o fluxo da fábrica, desde a saída do produto até o encaminhamento ao terminal portuário.
“Cinco anos depois, a evolução dos volumes demonstra a eficiência desse modelo. A ferrovia permite concentrar grandes volumes de carga em uma única composição, com maior previsibilidade no tempo de trânsito, segurança e competitividade de custos, além de reduzir etapas logísticas e gerar ganhos ambientais importantes para uma cadeia exportadora estratégica para o Paraná”, afirmou o gerente comercial da TCP, Fabio Mattos.
A ferrovia também reduz as emissões associadas ao transporte da carga. Segundo a executiva comercial da carteira de proteína animal da Brado Logística, Graciele Santos, o modal emite 85% menos dióxido de carbono que o transporte rodoviário movido a diesel. Em 2025, a operação com a Klabin evitou a emissão de 24,1 toneladas de CO2, o equivalente às emissões anuais de 5,22 mil carros.
Além disso, os ganhos ambientais continuam quando os contêineres chegam a Paranaguá. Para atender à operação ferroviária, a área da TCP passou a contar com três guindastes RTG (Rubber Tyred Gantry), eletrificados por meio da instalação de barramentos elétricos. A mudança reduziu em aproximadamente 771 toneladas por ano as emissões de carbono associadas à operação dos três equipamentos.
Expansão aumenta capacidade ferroviária
No quinto ano de operação, a infraestrutura ferroviária em Paranaguá recebeu investimentos da TCP e da Brado. A ampliação elevou em cerca de 20% a capacidade operacional do corredor.
“A nova estrutura aumenta nossa eficiência e prepara o corredor para continuar atendendo ao crescimento das operações ferroviárias nos próximos anos”, explicou o gerente de operações logísticas da TCP, Washington Renan Bohnn.