12/06/2026 14h54
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Os investimentos em segurança no transporte de cargas já impactam o custo final dos produtos para 62% das indústrias brasileiras. É o que mostra pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento também revelou que 20% empresas do setor sofreu roubo ou furto de cargas rodoviárias nos últimos cinco anos. Entre os casos registrados, 68% ocorreram diretamente nas rodovias.
Para evitar perdas durante o transporte, o seguro de carga aparece como a principal despesa das empresas. Entre os entrevistados, 62% informaram arcar com esse custo. Na sequência aparecem investimentos em equipamentos de rastreamento e bloqueio (31%), treinamento de motoristas e equipes (21%), terceirização do transporte (7%) e contratação de segurança armada ou escolta (7%).
De acordo com a pesquisa, a terceirização é o modelo mais utilizado para o transporte rodoviário de cargas pelas indústrias. Atualmente, 49% das empresas utilizam exclusivamente frota de transportadoras, enquanto 19% operam apenas com frota própria e 26% adotam um modelo misto.
Além dos gastos específicos com transporte, a percepção de que a insegurança aumenta os custos das operações é amplamente compartilhada pelo setor industrial. Para 81% dos empresários, a violência e a necessidade de proteção de ativos contribuem para elevar o chamado Custo Brasil.
O estudo também mostra que 45% das empresas consideram que os investimentos gerais em segurança encarecem o custo final dos produtos. Já 32% dos empresários avaliam que os impactos da insegurança sobre a competitividade dos negócios são altos ou muito altos.
Entre as empresas que registraram roubo ou furto de cargas, as rodovias lideram os locais de ocorrência, concentrando 68% dos casos. Áreas urbanas aparecem em seguida, com 48%, enquanto armazéns e terminais de carga somam 21%. Postos de combustíveis foram citados por 16% das empresas.
A pesquisa também apontou aumento dos investimentos em segurança nos últimos cinco anos. Quatro em cada dez indústrias relataram crescimento desses gastos no período. Para 5% dos entrevistados, os custos aumentaram muito, enquanto 33% disseram que aumentaram. A maior parte das empresas (59%) afirmou que as despesas permaneceram estáveis.
De acordo com o assessor especial da presidência da CNI, Cassio Borges, o levantamento revelou que os reflexos da insegurança é mais um elemento que contribui para Custo Brasil, já que aumenta os custos, exigindo medidas relacionadas à infraestrutura e logística.
“O investimento nessas áreas é considerado essencial para proteger vidas e ativos, além de evitar prejuízos operacionais e reputacionais”, afirmou.