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Economia

IBC-Br sobe 0,1% em maio e aponta desaceleração da economia

Indicador do Banco Central registra avanço abaixo das expectativas e ASA projeta PIB de 0,5% no 2º trimestre

18/07/2026 10h02

Foto: Agência Brasil

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,1% em maio de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (16). O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, que projetava queda de 0,1%, de acordo com o consenso Bloomberg.

Na abertura por setores, a agropecuária registrou retração de 1,0% no mês, enquanto a indústria avançou 0,4% e os serviços cresceram 0,1%. Além disso, quando excluída a atividade agropecuária, o IBC-Br apresentou alta de 0,2% em maio.

No acumulado do trimestre encerrado em maio, em comparação com os três meses anteriores, o indicador apresentou crescimento de 0,7%. Já nos últimos 12 meses, o IBC-Br acumula avanço de 1,4%.

Dados indicam desaceleração gradual da economia

Segundo análise de Leonardo Costa, economista do ASA, os números recentes de atividade econômica seguem compatíveis com um cenário de desaceleração gradual do crescimento ao longo de 2026.

“O avanço de apenas 0,1% do IBC-Br no mês, somado aos resultados mais moderados observados no comércio e nos serviços, reforça a percepção de perda de fôlego da economia após o desempenho mais forte registrado no início do ano”, afirma Costa.

Além disso, o economista avalia que os dados indicam uma moderação do ritmo econômico, mesmo com o desempenho positivo registrado em alguns setores.

ASA projeta PIB com crescimento mais moderado no 2º trimestre

Nesse cenário, o ASA estima que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve registrar crescimento de 0,5% na comparação trimestral com ajuste sazonal (qoqsa) no segundo trimestre de 2026.

De acordo com Costa, os indicadores de atividade divulgados até maio reforçam a expectativa de uma economia em trajetória de desaceleração, após um começo de ano marcado por maior dinamismo.

Assim, o desempenho do IBC-Br passa a ser acompanhado como um sinal relevante para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos próximos meses, especialmente diante dos efeitos acumulados das condições financeiras e do comportamento do consumo.

Fonte: BPMoney