05/08/2026 09h13
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Os gastos das empresas com abastecimento cresceram 22,2% no primeiro semestre de 2026, segundo pesquisa nacional da MaxiFrota. No mesmo período, o gasto médio por transação avançou 12,5%, enquanto o número de abastecimentos aumentou 8,7%.
O estudo contemplou 1.300 empresas, de diferentes portes e níveis de maturidade na gestão de frotas, incluindo operações que utilizam ferramentas tecnológicas para controlar o abastecimento e companhias que ainda dependem de processos menos estruturados.
Segundo a MaxiFrota, a adoção de uma gestão estruturada pode gerar economia potencial de até 20% nos gastos com abastecimento, especialmente em operações com menor nível de maturidade. A redução pode vir da combinação de controles voltados à identificação de desperdícios, irregularidades e comportamentos fora do padrão, além de maior previsibilidade das despesas. O resultado varia conforme as características da operação e a atuação do gestor.
Em relação à pressão sobre o gasto médio no período, os dados mostram que a volatilidade dos preços dos combustíveis foi o principal fator. O resultado também foi influenciado pelo perfil de consumo das operações, que varia conforme o tipo de frota, o volume abastecido e a intensidade de utilização dos veículos. Nesse cenário, a ausência de tecnologias de gestão e de controles estruturados pode ampliar o impacto sobre os custos ao dificultar o acompanhamento do consumo e a identificação de desperdícios, desvios e abastecimentos fora do padrão da operação.
Para Paulo Guimarães, CEO da MaxiFrota, como as empresas têm pouca capacidade de interferir diretamente no preço dos combustíveis, o principal espaço para mitigar gastos está dentro da própria operação, com acompanhamento do consumo, estabelecimento de regras e identificação antecipada de comportamentos fora do padrão.

Paulo Guimarães, CEO da MaxiFrota - Foto: Divulgação
“Não basta descobrir uma inconsistência depois que o abastecimento já foi pago. Quanto mais cedo o gestor identifica um comportamento fora do padrão, maior é sua capacidade de impedir que aquilo se transforme em prejuízo. É nesse ponto que uma gestão mais estruturada pode transformar custos em eficiência”, afirma Guimarães.
Com os custos operacionais em alta, as empresas estão buscando cada vez mais uma gestão integrada das frotas, conectando dados de abastecimento, manutenção, telemetria, pedágio e outras despesas da operação. Ao mesmo tempo, cresce a procura por plataformas mais flexíveis, capazes de se adaptar às particularidades e aos diferentes níveis de complexidade de cada negócio.
Eficiência na gestão
Com tecnologia própria, desenvolvida internamente, a MaxiFrota permite configurar regras de abastecimento de acordo com as características de cada operação, considerando fatores como veículo, condutor, horário, tipo de combustível, capacidade do tanque, rota e estrutura hierárquica. A plataforma também permite avaliar o desenvolvimento de novos relatórios, regras e funcionalidades conforme as necessidades identificadas pelas empresas, dando maior flexibilidade à gestão.
“Cada operação possui desafios próprios. Uma empresa pode precisar controlar rotas e condutores; outra, orçamento, hierarquias ou centros de custo. Por isso, além de robusta, a tecnologia precisa ter flexibilidade para acompanhar essas necessidades. A ferramenta deve se adaptar aos desafios da operação, e não obrigar a operação a se limitar à ferramenta”, explica Guimarães.