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Sustentabilidade

Ferrovias da Vale reduzem 11 milhões de litros de diesel

Combustível economizado seria suficiente para abastecer 245 mil carros populares

04/03/2026 14h23

Foto: Divulgação

As ferrovias sob concessão da Vale no Brasil, Estrada de Ferro Carajás (EFC) e Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), alcançaram, em 2025, o melhor desempenho energético da última década. No conjunto, elas reduziram o consumo anual previsto em 11 milhões de litros de diesel, evitando cerca de 28 mil toneladas de CO2. Esse combustível economizado seria suficiente para abastecer 245 mil carros populares.

O indicador de eficiência energética considera o consumo de combustível em relação à distância percorrida pelos trens e à massa transportada e as ferrovias respondem por 14% das emissões totais da mineradora. 

o engenheiro ambiental Wesley Nascimento explicou que dióxido de carbono (CO2) é um dos principais responsáveis pelo efeito estufa e, consequentemente, pelo aquecimento global. Por isso, reduzir suas emissões é fundamental para minimizar os impactos das mudanças climáticas.

“Se conseguir amenizar o lançamento de CO2, ele vai impactar positivamente no clima, nas mudanças climáticas e, consequentemente, na saúde humana, porque estamos falando de um ar que é poluente”, afirmou. 

A redução é resultado de medidas operacionais como a prioridade de circulação para trens carregados, o mapeamento de trechos críticos e o uso do relevo a favor da eficiência, com locomotivas desligadas em descidas. A empresa também realiza testes com biodiesel B30 e B50, desenvolve motores dual fuel (diesel + etanol) e estuda eletrificação e combustíveis alternativos.

Segundo Carlos Medeiros, vice-presidente executivo de operações da Vale, “a jornada de descarbonização das nossas ferrovias passa tanto por repensar processos consolidados, quanto por buscar novas alternativas tecnológicas. Contamos com um time altamente dedicado, que vem avançando por meio de melhoria contínua, sistemas de controle sofisticados, projetos seis sigma e ações de reengenharia. Os resultados mostram, na prática, que é possível operar de forma cada vez mais eficiente e sustentável, preservando a performance e garantindo um avanço consistente na nossa agenda de redução de emissões”.

A mineradora informa que mantém metas definidas de redução de emissões para os Escopos 1 e 2, que correspondem às emissões diretas e à energia comprada, o objetivo é reduzir 33% até 2030 e atingir emissões líquidas zero até 2050. Já para as emissões da cadeia de valor (Escopo 3), a Vale estabelece a meta de diminuir 15% das emissões líquidas.

Fonte: ES Brasil