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Transporte Aquaviário

Estreito de Ormuz vê tráfego de navios cair em meio a tensões

Tráfego atinge o menor nível desde a intensificação das tensões militares, impactando o comércio global

18/09/2026 08h02

Foto: Divulgação

O tráfego de navios cargueiros no estratégico Estreito de Ormuz registrou nesta semana seu nível mais baixo, em meio à intensificação das tensões militares na região. Dados preliminares de rastreamento de embarcações, divulgados pela Kpler, revelam uma redução drástica no volume de navios que cruzam a vital via navegável.

A empresa especializada em dados globais de navegação informou que apenas três navios cargueiros atravessaram o estreito na quarta-feira (15), contrastando com aproximadamente doze no dia anterior.

Essa queda representa uma enorme diminuição quando comparada ao volume médio de trânsito nos dez dias anteriores, que era de cerca de dezessete navios por dia, segundo a Kpler.

Fontes da área de navegação, consultadas por sites especializados, esclareceram que as estatísticas contabilizam apenas embarcações detectadas visualmente. Assim, esses números não incluem navios que possam ter transitado pelo Estreito com seus transponders desligados, uma prática utilizada para evitar a detecção e mitigar riscos potenciais à segurança dos cargueiros.

Os dados divulgados na quarta-feira (15) apontaram que, das três travessias monitoradas, apenas um único navio vazio, da categoria “Supramax” (grande graneleiro), entrou no Estreito pela rota iraniana.

Tensões elevam preço do petróleo?

Nesta quinta-feira (17), Matt Stanley, chefe de Engajamento de Mercado da Kpler para Europa, Oriente Médio e África, comentou à CNBC que o aumento dos preços do petróleo está se tornando estrutural. Para ele, o preço do barril a US$ 150 ainda está na mesa para 2027, e as pressões de preço não são mais de curto prazo.

Stanley avalia que a Europa pode ser a primeira a sentir a pressão causada pelo aumento do preço do diesel e do combustível de aviação. Ele explica que a capacidade limitada das refinarias e os fluxos perturbados no Mar Vermelho e em Ormuz ameaçam elevar os preços nas bombas.

Uma ponderação é que esses preços mais altos podem conter a demanda, oferecendo algum alívio temporário ao mercado.