11/08/2026 14h52
Foto: Porto de Itajai - Divulgação
Entidades representativas do setor portuário e da cadeia logística nacional manifestaram à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), à Secretaria Nacional de Portos (SNP) e à Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) a preocupação com as atuais restrições de navegabilidade no Complexo Portuário de Itajaí-Navegantes, que vêm comprometendo a segurança das operações, a previsibilidade logística e a competitividade do comércio exterior brasileiro.
No documento, assinada pela ATP (Associação de Terminais Portuários Privados), Abratec (Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres), a ABTP (Associação Brasileira dos Terminais Portuários), a Centronave e a Fenop (Federação Nacional das Operações Portuárias) afirma que atuais restrições da navegabilidade na região comprometem as operações de carga nos portos.
"As limitações de profundidade do canal de acesso, somadas às restrições operacionais recentemente determinadas pela Autoridade Marítima, reforçam a necessidade de monitoramento contínuo das condições de navegabilidade, manutenção das profundidades de projeto e ampla transparência na divulgação das informações operacionais", afirma a carta.
O canal de acesso de Itajaí e Navegantes enfrenta problemas recorrentes de assoreamento, o que tem levado operadores e armadores a alertarem para perdas de competitividade em relação a outros portos do Sul e Sudeste. O tema é considerado uma das principais preocupações da comunidade portuária local.
As entidades pedem a adoção imediata de medidas para restabelecer a plena capacidade operacional do complexo e reiteram que a continuidade do processo de concessão do canal de acesso é essencial para viabilizar investimentos estruturantes, como o aprofundamento do canal, a ampliação da bacia de evolução, a retirada do casco do Pallas e a execução do novo molhe de Navegantes.
Uma agenda urgente com os órgãos competentes foi solicitada para definir um plano de ação que garanta segurança da navegação, previsibilidade operacional e a competitividade de um dos principais complexos portuários do país.