26/06/2026 10h32
Foto: Divulgação
A DHL Express inaugurou, nesta quinta-feira (25), mais uma loja no Brasil, desta vez na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo. A unidade é a quarta aberta pela empresa em 2026 — e a terceira em apenas dois meses — e é parte de um plano de expansão que, segundo a companhia, prevê dobrar os volumes movimentados no país até 2028 e alcançar até 75 pontos de atendimento até 2030.
A loja oferece o envio de documentos, encomendas, presentes, bagagens, amostras e cargas para destinos nacionais e internacionais, além de orientação para operações de comércio exterior. A proposta é que o espaço também atenda à demanda de empreendedores do comércio eletrônico que querem ampliar a presença em mercados globais.
Segundo a empresa, o modelo de loja segue um padrão internacional: em vez do balcão alto e da fila, as unidades oferecem área de atendimento padronizada e consultores especializados.
“A gente procura criar para o cliente uma experiência melhor, em termos de serviço. Todos os nossos consultores de loja são especialistas internacionais”, declarou o gerente de Vendas no Varejo da DHL Express, Franco Minucci.
Foco em pequenos negócios
Vista como uma empresa voltada à movimentação de grandes volumes, a DHL Express tem a expectativa de que a expansão de lojas alcance pessoas físicas e pequenos e médios empreendedores — públicos que, como disse Municci, costumam recorrer aos serviços postais para enviar ao exterior.
“Essa expansão de lojas foca na ideia de realmente democratizar o acesso aos serviços de envio expresso”, disse. Para o executivo, há um mercado reprimido entre empresas que poderiam exportar, mas não sabem como. “Muitas empresas poderiam estar faturando o triplo do que faturam se vendessem para fora, mas o que falta, muitas vezes, é um apoio”, afirma.
A expansão em números
Minucci afirmou que a empresa abriu 10 lojas no ano passado e prevê 15 novas unidades em 2026, chegando a 45 lojas próprias até o fim do ano. Segundo o executivo, o investimento na expansão neste ano gira em torno de 1 milhão de euros e, para 2027, a projeção é abrir outras 30 lojas, alcançando 75 unidades próprias até 2030.
Os números do varejo se somam a metas corporativas mais amplas. De acordo com a empresa, o Brasil integra o grupo de mercados prioritários para investimento da DHL, e a meta é dobrar os volumes movimentados no país até 2028.
Segundo Municci, a definição dos endereços é seletiva e baseada em estudo de mercado que considera população, densidade demográfica e o comércio do entorno. “A gente nunca abre uma loja num local totalmente residencial ou num local totalmente industrial. Então a gente sempre busca essas áreas mistas onde a gente tem comércio, serviços, pessoas, trânsito de gente.”
Os imóveis são alugados em contratos de longo prazo e, de acordo com a empresa, todo o quadro das lojas é de funcionários próprios, sem terceirização.
Sustentabilidade: SAF e logística de baixo carbono
Segundo a empresa, a sustentabilidade integra a estratégia global do grupo. “Um dos nossos pilares é ser a logística verde para o planeta. O Grupo DHL é o maior comprador global de SAF [Sustainable Aviation Fuel, ou Combustível Sustentável de Aviação, é um combustível ecológico e renovável que atende aos requisitos do querosene convencional e reduz significativamente a emissão de gases de efeito estufa na aviação]”, afirmou Minucci.
Na loja, o cliente pode aderir a um certificado chamado “Go Green Plus”, que aplica combustível sustentável a parte do trajeto. “Para fazer o envio desse cliente, nós utilizamos 30% de SAF. Então, não é 100% querosene de aviação normal”, detalhou o executivo.
O serviço dialoga com a pressão por descarbonização nas cadeias logísticas. Como operador, a DHL responde pelo chamado Escopo 2 das emissões dos clientes — muitos deles multinacionais com metas de redução de CO2. “Os clientes preferem pagar um pouquinho mais caro para reduzir pegada de carbono”, disse Municci.
Fonte: MundoLogística