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Logística

Condomínios logísticos transformam cidades em polos de negócios

Empreendimentos atraem empresas, geram empregos e ampliam a arrecadação dos municípios

11/06/2026 10h58

Foto: Divulgação

A expansão dos condomínios logísticos tem se consolidado como um dos principais vetores de desenvolvimento econômico em diferentes regiões do Brasil. Além de atender à crescente demanda por armazenagem, distribuição e operações ligadas ao comércio eletrônico, esses empreendimentos vêm desempenhando um papel cada vez mais relevante na geração de empregos, atração de investimentos e fortalecimento da infraestrutura local.

Segundo dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), o estoque nacional de galpões logísticos de alto padrão ultrapassou 38 milhões de metros quadrados em 2025, impulsionado principalmente pela expansão do e-commerce, pela reorganização das cadeias de suprimentos e pela descentralização das operações industriais e de distribuição. O movimento tem levado empresas a buscarem cidades estrategicamente localizadas, próximas a rodovias, centros consumidores e polos produtivos.

Os condomínios logísticos têm contribuído para transformar a dinâmica econômica dos municípios onde se instalam e a chegada desses empreendimentos costuma gerar impactos diretos e indiretos na economia local, estimulando a contratação de mão de obra, o fortalecimento do comércio, o aumento da demanda por serviços e a atração de novos negócios para o entorno.

"A implantação de um condomínio logístico normalmente desencadeia um ciclo de desenvolvimento regional. Além dos empregos gerados durante as fases de construção e operação, há uma movimentação econômica que beneficia fornecedores, prestadores de serviço, restaurantes, transportadoras e diversos segmentos locais", afirma Mariana Schilis, sócia da Fulwood.

O avanço do setor também influencia a melhoria da infraestrutura urbana e viária. Em diversas regiões do país, investimentos privados em ativos logísticos têm sido acompanhados por obras de ampliação de acessos rodoviários, melhorias na mobilidade, expansão de redes de energia e aprimoramento dos serviços públicos, criando condições mais favoráveis para a instalação de novas empresas.

Esse efeito multiplicador tem sido observado especialmente em cidades localizadas ao longo dos principais corredores logísticos brasileiros. Municípios do interior de São Paulo, Sul de Minas Gerais e regiões estratégicas dos estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina vêm atraindo investimentos industriais e logísticos em função da disponibilidade de infraestrutura e da proximidade com grandes mercados consumidores.

"O condomínio logístico muitas vezes funciona como um catalisador para o desenvolvimento local. A presença de um empreendimento moderno e bem localizado aumenta a atratividade da região para novos investimentos, fortalece a competitividade do município e contribui para a diversificação da economia", explica Mariana.

Além dos impactos econômicos, a presença desses ativos tem influenciado a própria dinâmica urbana. O crescimento das operações logísticas estimula a ocupação planejada de áreas industriais, reduz pressões sobre centros urbanos consolidados e contribui para uma distribuição mais equilibrada das atividades produtivas.

Na avaliação da executiva, a qualidade dos empreendimentos também passou a exercer papel importante nesse processo. Questões relacionadas à sustentabilidade, eficiência operacional e integração com o entorno ganharam relevância nas decisões de investidores, ocupantes e administrações municipais.

Esse movimento acompanha uma tendência global. Estudo da consultoria internacional CBRE aponta que a logística se tornou uma das classes de ativos imobiliários mais demandadas do mundo nos últimos anos, impulsionada pela necessidade de entregas mais rápidas, aumento da digitalização da economia e fortalecimento das cadeias de abastecimento.

Dentro desse contexto, a Fulwood tem ampliado sua atuação em regiões consideradas estratégicas para o desenvolvimento logístico nacional. Atualmente, a companhia possui mais de 20 empreendimentos distribuídos em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina, com mais de milhão de m² sob gestão e taxa de ocupação de 100% dos seus ativos.

A atuação da empresa também busca fortalecer o relacionamento com as comunidades do entorno e gerar impactos positivos nos territórios onde está presente. No ano passado, iniciativas sociais realizadas nos empreendimentos resultaram na doação de mais de 840 itens, entre roupas, brinquedos, alimentos e livros, beneficiando instituições locais e organizações sociais das regiões de influência dos ativos. Além disso, campanhas de saúde preventiva aplicaram mais de 130 doses de vacina e envolveram locatários, colaboradores e parceiros operacionais.

"A logística deixou de ser apenas uma atividade de apoio e passou a ocupar uma posição estratégica no desenvolvimento econômico. Quando planejados de forma responsável, os condomínios logísticos conseguem gerar valor para empresas, investidores, trabalhadores e comunidades, contribuindo para o crescimento sustentável das regiões onde estão inseridos", conclui Mariana Schilis.