15/06/2026 14h55
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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) fez um levantamento que considera o impacto da tarifa de 25% proposta pelo Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) aos produtos brasileiros. Segundo a entidade, 31,6% das exportações brasileiras ao país podem sofrer com uma tarifa de importação de 37,5% em solo norte-americano, caso a medida entre em vigor.
Além disso, outros 3,6% das exportações teriam um aumento de 10% para 12,5%, de acordo com a CNI. Com isso, 35,2% das exportações brasileiras para os EUA estariam sujeitas às novas tarifas. Se considerar todas as medidas setoriais da Seção 232 já em vigor, a parcela das exportações brasileiras submetidas a alguma taxação adicional poderia chegar a 54,1%.
Entre os produtos que podem sofrer impacto com uma tarifa de 37,5%, estão alguns itens que dependem mais do comércio bilateral com os EUA, como ferro gusa não ligado; açúcar de cana em forma sólida; sebo não comestível; álcool etílico não desnaturado; e molduras de madeira padrão de pinho.
Além disso, a CNI revela que itens como minério de ferro e concentrados, pelotas aglomeradas; lajes de quartzito; óleos essenciais de frutas cítricas de laranja; silício; e pasta de madeira química, sulfato ou soda, graus para dissolução podem chegar a uma tarifa de importação de 12,5%, caso a recomendação da USTR seja acatada pelo governo norte-americano.
Para o presidente da confederação, Ricardo Alban, uma eventual imposição de novas tarifas não beneficiaria nenhuma das nações. “Elas aumentariam custos para empresas, reduziriam a competitividade e criariam incertezas para investimentos. O caminho mais eficiente é o diálogo, baseado em critérios técnicos e na busca de soluções que preservem uma parceria econômica estratégica para ambos os países”, avalia.
As tarifas propostas, no entanto, ainda não estão em vigor. O processo ainda envolve consulta pública e audiências antes de o governo norte-americano chegar a uma conclusão, que provavelmente deve ser tomada ainda na primeira quinzena de julho, quando estão marcadas as duas audiências previstas pelo USTR para discutir sobre o assunto.
Fonte: Correios Braziliense