11/09/2026 14h28
Foto: CMPC - Divulgação
O contrato que viabiliza a instalação do novo terminal de celulose da CMPC no Porto do Rio Grande será assinado nesta sexta-feira (11), às 15h50min, na sede do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) de Viamão.
O empreendimento terá investimento estimado em R$ 1,5 bilhão e ocupará uma área de 412.505,52 metros quadrados, equivalente a aproximadamente 58 campos de futebol. Do total, 273.481,02 metros quadrados ficam em terra e 139.024,50 metros quadrados correspondem à área em água.
A estrutura terá quatro berços, sendo dois destinados a barcaças e dois a navios oceânicos.
A assinatura ocorre após a conclusão da tramitação na Superintendência do Patrimônio da União (SPU) e a retificação da portaria necessária para a cessão da área.
Segundo a CMPC, o terminal será instalado no espaço anteriormente ocupado pela Queiroz Galvão. A cessão da área pela União terá validade de 25 anos, com possibilidade de renovação por mais 25 anos.
O terminal integra o Projeto Natureza, que prevê R$ 27 bilhões em investimentos da CMPC. Desse total, cerca de R$ 1,5 bilhão será destinado à estrutura em Rio Grande.
Terminal terá capacidade para 10,8 mil toneladas por dia
O empreendimento será destinado exclusivamente à movimentação de celulose. A carga chegará a Rio Grande em barcaças provenientes das unidades da CMPC em Guaíba e Barra do Ribeiro, por meio do Guaíba e da Lagoa dos Patos.
No terminal, os fardos serão descarregados e armazenados antes do embarque em navios que farão o transporte para exportação.
A capacidade operacional prevista é de pelo menos 10,8 mil toneladas de celulose por dia.
Segundo o diretor-geral do Terminal Rio Grande do Sul da CMPC, Leonardo Maurano, o projeto pode ampliar a movimentação no porto e fortalecer a cadeia logística regional.
“O projeto possui potencial para ampliar significativamente a movimentação portuária, fortalecer a cadeia logística regional e consolidar ainda mais Rio Grande como um importante hub para operações ligadas ao setor florestal e à exportação de celulose”, afirma Maurano.
Obra deve gerar 1,2 mil empregos
Durante a construção, a estimativa é de geração de aproximadamente 1,2 mil empregos.
Depois que o terminal entrar em operação, a previsão é de 450 empregos diretos e mais de 2,1 mil postos de trabalho indiretos ligados às atividades portuárias e logísticas.