06/08/2026 15h18
Foto: Divulgação
O BYD Song Pro 2027 chega ao mercado brasileiro com uma das atualizações mais importantes desde a estreia do SUV no país. Além de mudanças no design e novos equipamentos, o modelo passa a contar com uma motorização híbrida plug-in flex desenvolvida especialmente para o Brasil, capaz de utilizar gasolina ou etanol em conjunto com o sistema elétrico.
A novidade também tem importância estratégica para a BYD. O Song Pro Super Híbrido Flex Fuel está sendo produzido na fábrica da montadora em Camaçari, na Bahia, e é resultado de um projeto desenvolvido por equipes de engenharia do Brasil e da China.
Segundo a BYD, cerca de R$ 100 milhões foram investidos durante dois anos no desenvolvimento da nova tecnologia flex.
A atualização mantém o Song Pro em uma faixa altamente competitiva entre os SUVs médios eletrificados e adiciona itens que eram cobrados pelos consumidores, especialmente na configuração GS.
BYD Song Pro agora é híbrido plug-in flex
A principal mudança está debaixo do capô.
O Song Pro passa a utilizar um sistema híbrido plug-in com motor 1.5 aspirado adaptado para funcionar tanto com gasolina quanto com etanol.
Na arquitetura DM-i da BYD, o motor elétrico permanece como elemento central da propulsão na maior parte das condições de uso, enquanto o propulsor a combustão trabalha de forma integrada para aumentar a eficiência e ampliar a autonomia.
Isso permite que o motorista utilize o automóvel como um híbrido convencional quando necessário, mas também faça recargas externas da bateria e percorra trajetos urbanos utilizando prioritariamente eletricidade.
A BYD confirmou que o novo Song Pro Flex pode rodar utilizando eletricidade, gasolina ou etanol.
Na versão GS, o conjunto continua posicionado na faixa dos 235 cv de potência, com torque elevado e foco principalmente em respostas rápidas proporcionadas pelo motor elétrico.
Autonomia elétrica aumenta a versatilidade
Um dos principais atrativos do Song Pro continua sendo a possibilidade de realizar parte considerável dos deslocamentos cotidianos utilizando apenas eletricidade.
Segundo informações divulgadas durante o lançamento da nova geração flex, a autonomia elétrica chega a aproximadamente 60 km na configuração GL e pode alcançar até 120 km na versão GS, dependendo do ciclo de medição utilizado.
A diferença ocorre principalmente pela capacidade das baterias instaladas nas duas configurações.
Na GS, a bateria de maior capacidade amplia significativamente o potencial de utilização elétrica em trajetos urbanos.
Para motoristas que dispõem de carregamento residencial, isso significa que deslocamentos diários podem ser realizados com participação reduzida do motor a combustão.
Com a utilização conjunta da bateria e do tanque de combustível, a autonomia total pode ultrapassar a marca de 1.000 km, dependendo do combustível utilizado, das condições de condução e do padrão de homologação considerado.
Novo visual deixa Song Pro mais próximo dos BYD recentes
A linha 2027 também muda externamente.
A dianteira ganhou novos faróis full LED, com desenho mais estreito, além de alterações na grade e no para-choque.
O conjunto segue a linguagem visual adotada pela BYD em lançamentos recentes e deixa o SUV com aparência mais limpa.
As rodas de liga leve também ganharam novo desenho, mantendo acabamento diamantado.
Na traseira, as mudanças são mais discretas. A lanterna continua atravessando horizontalmente a tampa do porta-malas, mas os acabamentos foram simplificados.
O modelo ainda oferece recursos como barras longitudinais no teto, antena no estilo shark e iluminação traseira em LED.
Teto solar panorâmico passa a equipar a versão GS
Uma das novidades mais relevantes para o consumidor aparece na versão GS.
O Song Pro finalmente passa a oferecer teto solar panorâmico.
Esse era um dos equipamentos mais cobrados no modelo anterior, especialmente considerando o posicionamento de preço próximo dos R$ 200 mil.
Além do teto panorâmico, a nova configuração recebe tampa do porta-malas com acionamento elétrico.
O compartimento continua próximo de 530 litros, mantendo uma das principais características do SUV: o bom aproveitamento de espaço para uso familiar.
Interior também mudou
As alterações não ficaram restritas ao exterior.
O painel passou por uma reorganização e ganhou visual mais integrado.
Uma mudança significativa ocorreu no seletor de marchas. Antes instalado no console central, ele foi transferido para a coluna de direção.
A solução libera espaço entre os bancos dianteiros e aumenta a área disponível para porta-objetos.
A central multimídia também passa a adotar uma configuração fixa na nova linha, deixando de utilizar o tradicional mecanismo giratório presente em diversos modelos da BYD.
Os revestimentos continuam utilizando superfícies macias ao toque em diferentes regiões da cabine.
Bancos dianteiros recebem ajustes elétricos
Outra evolução está nos bancos. Além do ajuste elétrico para o motorista, a versão GS passa a oferecer regulagem elétrica também para o passageiro dianteiro.
O desenho dos assentos foi modificado, abandonando o formato mais próximo de banco-concha utilizado anteriormente.
Os apoios de cabeça agora são separados do encosto.
A proposta é ampliar o conforto especialmente em viagens mais longas.
O modelo também mantém equipamentos como ar-condicionado automático, painel digital, carregador de celular por indução e sistemas de conectividade.
Produção na Bahia ganha importância estratégica
O novo Song Pro também representa um passo importante para a estratégia industrial da BYD no país.
O SUV é produzido no complexo industrial da empresa em Camaçari, na Bahia.
A companhia pretende ampliar gradualmente o conteúdo nacional dos automóveis fabricados no Brasil e estabeleceu a meta de superar 50% de componentes locais até janeiro de 2027.
A BYD está investindo cerca de R$ 5,5 bilhões na operação brasileira.
A expectativa é de que a fábrica de Camaçari alcance uma produção próxima de 180 mil veículos durante 2026, considerando os diferentes modelos montados no complexo.
A empresa também estuda utilizar o Brasil como base para futuras exportações.
Song Pro Flex foi desenvolvido especificamente para o Brasil
O sistema flex representa mais do que uma simples adaptação de combustível.
O projeto foi desenvolvido conjuntamente pelas áreas de pesquisa e desenvolvimento da BYD na China e no Brasil.
A utilização do etanol é estratégica principalmente pela ampla disponibilidade do combustível no mercado brasileiro.
Além disso, a tecnologia poderá futuramente ser utilizada em outros mercados nos quais combustíveis renováveis estejam ganhando espaço.
A estreia do Song Pro Flex ocorre justamente em um momento de forte expansão da BYD no país.
Em julho de 2026, a fabricante vendeu 23.465 veículos no Brasil e alcançou participação de mercado de aproximadamente 9,1%, segundo dados divulgados pela empresa.
Quanto custa o BYD Song Pro 2027?
O preço continua sendo um dos principais argumentos da versão GS.
O valor de referência permanece em R$ 199.990.
Esse preço posiciona o Song Pro GS abaixo da barreira psicológica dos R$ 200 mil mesmo após a inclusão da tecnologia flex, teto panorâmico e outras alterações de equipamentos.
A versão GL permanece como alternativa de entrada da linha, utilizando bateria menor e uma configuração simplificada de equipamentos.
Os preços promocionais podem variar conforme estoque, região, modalidade de compra e campanhas comerciais da montadora.
Song Pro 2027 aumenta pressão entre SUVs híbridos
A atualização também aumenta a disputa entre os SUVs eletrificados vendidos no país.
O mercado brasileiro ganhou rapidamente novas opções híbridas e híbridas plug-in, especialmente na faixa entre R$ 180 mil e R$ 250 mil.
Nesse cenário, a estratégia da BYD passa pela combinação entre bateria relativamente grande, possibilidade de recarga externa, extensa lista de equipamentos e agora compatibilidade com etanol.
Mais do que elevar a potência, a principal mudança do Song Pro 2027 está na adaptação do conjunto híbrido às características do mercado brasileiro.
A produção nacional também poderá ajudar a empresa a reduzir a dependência de veículos importados e ampliar sua escala no país.
Com novo visual, teto panorâmico, interior revisado e sistema híbrido flex, o Song Pro entra em uma nova fase justamente no momento em que a BYD acelera a produção brasileira e amplia sua participação entre as maiores montadoras do mercado nacional.
Fonte: A Revista