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Economia

Brasil bate recorde na produção de petróleo em junho, diz ANP

Produção chegou a 4,475 milhões de barris por dia, alta de 19,1% em relação ao mesmo mês de 2025

03/08/2026 15h40

Foto: Divulgação

O Brasil bateu um novo recorde na produção de petróleo em junho, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira (3), em um momento de forte volatilidade nos preços da commodity no mercado internacional.

Segundo a ANP, a produção de petróleo alcançou 4,475 milhões de barris ao dia (bpd) em junho. O volume representa uma alta de 4% em relação a maio e de 19,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. A marca supera o recorde anterior, registrado em abril, quando o país produziu 4,340 milhões de barris por dia.

Ainda segundo a ANP, o pré-sal foi o principal responsável pelo resultado, com produção de 3,699 milhões de barris por dia no período.

O recorde ocorre em um momento de grande atenção do mercado ao setor petrolífero. Nos últimos meses, os preços internacionais do petróleo oscilaram fortemente em razão das tensões no Oriente Médio e das preocupações com possíveis impactos sobre a oferta global da commodity.

Preço do petróleo no mercado internacional

Os preços do petróleo vêm registrando forte volatilidade nos últimos meses, influenciados principalmente pelas tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã.

O conflito levou ao fechamento do Estreito de Ormuz por um período prolongado, aumentando as preocupações sobre o abastecimento global de petróleo. A passagem marítima é considerada estratégica para o mercado de energia, já que responde por cerca de 20% do comércio mundial da commodity.

Em meio aos temores sobre a oferta global, o petróleo chegou a superar os US$ 100 por barril. Posteriormente, as cotações recuaram para a faixa entre US$ 70 e US$ 80 diante de sinais de negociação entre os países envolvidos.

No fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que suspenderia um novo ataque ao Irã caso um acordo fosse alcançado rapidamente para interromper o programa nuclear iraniano e permitir a reabertura do Estreito de Ormuz.

O governo iraniano, porém, negou ter solicitado uma suspensão das ações militares norte-americanas, contrariando a versão apresentada por Trump.

Citando autoridades militares, a agência iraniana Mehr afirmou que a declaração de Trump "não passava de uma nova mentira" e que as Forças Armadas do país permaneciam "em alerta máximo e prontas para qualquer eventualidade" diante da possibilidade de novos ataques dos Estados Unidos.

Apesar das divergências entre as partes, a perspectiva de novas negociações e a possível reabertura do Estreito de Ormuz aumentaram o otimismo dos investidores e pressionaram os preços do petróleo para baixo no mercado internacional.

Perto das 10h50, o barril do Brent, referência internacional, tinha uma queda de 5,79%, cotado a US$ 82,84, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 7,23%, a US$ 78,55 o barril.

Fonte: Reuters