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Economia

Balança comercial de julho tem superávit de US$ 7 bilhões

Saldo positivo registrou alta de 1% em relação ao mesmo período de 2025, que somou US$ 7 bilhões

07/08/2026 09h45

Foto: Divulgação

A balança comercial registrou superávit de US$ 7,1 bilhões em julho, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O saldo positivo registrou alta de 1% em relação ao mesmo período ano passado, quando somou US$ 7 bilhões.

As exportações para os Estados Unidos caíram 5% em junho na comparação com o ano passado, passando de US$ 3,8 bilhões para US$ 3,6 bilhões.

Comércio com os EUA

Apesar da queda em julho, técnicos do Mdic dizem que não é possível atribuir à tarifa de 25% anunciada pelos norte-americanos com ao resultado, visto que passou a taxa vigorar plenamente no dia 29.

"O que acontece normalmente é uma antecipação, se isso tivesse ocorrido, poderíamos até atribuir, mas, como o comércio está muito afetado por tarifas e instabilidade, é difícil fazer avaliação sem fazer um estudo mais aprofundado das informações", disse Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estadísticas e Estudos de Comércio Exterior.

"Mas em relação às últimas medidas, é possível afirmar que o movimento de julho ainda não sofreu esse impacto diretamente", complementou.

Segundo o MDIC, os bens mais impactos pela queda das exportações de julho foram:

  • Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes: 62,1%
  • Ferro gusa: 31,4%
  • Café não torrado: 27,6%
  • Sucos de frutas ou vegetais: 22,5%

Acordo do Mercosul com a União Europeia

O diretor avalia que os efeitos do acordo devem diminuir custos, ainda que os benefícios da exportação sejam dados aos importadores, sendo capturado no destino da mercadoria não na origem.

As negociações entre os dois blocos duraram 27 anos e resultaram em um tratado que abre caminho para a criação de uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.

O acordo envolve cerca de 720 milhões de pessoas e economias que somam mais de US$ 20 trilhões.

Números da balança

Segundo o governo, em julho:

  • As exportações somaram U$ 34,119 bilhões com aumento de 6,2% pela média diária.
  • As importações somaram US$ 27,052 bilhões, com aumento de 7,6% pela média diária.

Entre os produtos exportados pelo país, se destacaram em julho:

  • Óleos brutos de petróleo: US$ 0,96 bilhões, com alta de 23,8%;
  • Soja: US$ 0,87 bilhões, com aumento de 17,4%;
  • Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos: US$ 0,03 bilhões, com alta de 29,9%;
  • Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos): US$ 0,53 bilhão, com crescimento de 63%;
  • Carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas: US$ 0,22 bilhões, com alta de 31,8%.

Exportações para outros blocos e regiões em julho:

  • China: alta de 8,6%, para US$ 10,6 bilhões;
  • Mercosul: queda de 0,4%, para US$ 2,2 bilhões;
  • União Europeia: alta de 3,9%, para US$ 4,7 bilhões;
  • México: queda de 4,4%, para US$ 768 milhões;
  • Oriente Médio: alta de 9,8%, para US$ 1,3 bilhão.

Acumulado do ano

Até julho deste ano, a balança comercial registrou superávit de US$49 bilhões, informou o governo.

Com isso, houve aumento 31,9% na comparação com o mesmo período de 2025, quando o saldo positivo somou US$ 37,2 bilhões.

No acumulado deste ano, as exportações somaram US$ 218,6 bilhões – alta 10,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, pela média diária.

Já as importações somaram US$ 169,5 bilhões nos sete primeiros meses de 2026, com alta de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025, também pela média diária.

Fonte: g1