20/09/2026 09h32
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Reduzir os custos das operações logísticas sem comprometer a produtividade é um dos principais desafios das empresas que dependem de armazenagem e movimentação de produtos. Nesse contexto, a automação ganha espaço como alternativa para aumentar a eficiência operacional e reduzir despesas. Uma análise da Universidade Técnica de Munique (TUM), na Alemanha, mostra que a tecnologia pode reduzir em cerca de 50% o custo de uma operação de intralogística ao longo de dez anos, em um dos cenários avaliados.
A análise foi conduzida pela Cátedra de Movimentação de Materiais, Fluxo de Materiais e Logística da TUM, com dados reais de frotas coletados e analisados pela CHG-Meridian Industrial Solutions em colaboração com os pesquisadores. O estudo considera não apenas o valor pago para adquirir um equipamento, mas também os gastos que surgem durante sua utilização, como manutenção, reparos, energia, mão de obra e substituição de componentes.
Um dos exemplos compara duas formas de utilizar uma empilhadeira elétrica de 1,6 tonelada, operada em dois turnos. No cenário em que a empresa compra o equipamento e assume os serviços e reparos durante oito anos, o custo total estimado chega a € 151.550, incluindo a troca da bateria no sétimo ano. No modelo de leasing operacional com serivços de manutenção e renovação do equipamento após quatro anos, o valor cai para € 142.423. A diferença supera € 9.100 por equipamento no período, ou aproximadamente € 1.140 por ano.
O estudo também mostra o impacto da automação sobre os custos de uma operação. Em outro cenário, são comparadas seis empilhadeiras elétricas conduzidas por trabalhadores com 12 veículos guiados automaticamente, conhecidos como AGVs. As duas alternativas funcionam em dois turnos durante dez anos.
Nesse cenário específico, a utilização de AGVs reduz o custo total estimado em aproximadamente € 3,6 milhões, levando o custo da operação para cerca de metade do valor projetado no cenário convencional. A principal diferença está na mão de obra. No cenário com empilhadeiras convencionais, o custo anual com trabalhadores é estimado em € 660 mil. Com os veículos automatizados, o valor cai para € 60 mil por ano. O exemplo mostra que o investimento inicial em um equipamento representa apenas uma parte do custo de uma operação e que fatores como mão de obra, manutenção, energia, utilização e renovação dos ativos podem alterar significativamente o resultado ao longo dos anos.
Essa é a lógica do Total Cost of Ownership (TCO), ou Custo Total de Propriedade. Em vez de considerar apenas o investimento inicial, a metodologia reúne os principais gastos associados a um equipamento durante seu período de uso. A análise permite comparar diferentes alternativas e avaliar como cada decisão pode impactar a eficiência e o custo da operação ao longo do tempo.
“Em um ambiente de custos logísticos elevados, como o brasileiro, olhar apenas para o preço de compra pode esconder despesas que vão aparecer ao longo dos anos. Quando a empresa considera todo o ciclo de vida do equipamento, consegue comparar diferentes alternativas e entender qual delas oferece o melhor resultado para a operação”, afirmou a vice-presidente de Vendas da CHG-Meridian Brasil, Gabriela Monastero.